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Cocamar investe em projeto de geotecnologia para monitoramento e controle das lavouras

31/03/2015

Uma das maiores cooperativas agrícolas do Brasil e do mundo, a Cocamar, que atua em 54 munícipios do Paraná e que conta com mais de 11 mil cooperados, está investindo na plataforma ArcGIS da gigante norte-americana Esri, distribuída no país pela Imagem, brasileira líder em Sistemas de Inteligência Geográfica (GIS), para monitorar e controlar remotamente as informações de produção das lavouras dos produtores cooperados com maior precisão e agilidade.

Antes do projeto, a cooperativa tinha a necessidade de contar com dados confiáveis e coletados próximo ao tempo real para aprimorar sua estrutura organizacional de informações e poder aumentar a eficiência das unidades de agrônomos que prestam assistência aos produtores agrícolas. Atualmente, a Cocamar lida com culturas de soja, milho, laranja, trigo e café, o que gera diversas fases distintas de plantio e colheita (de acordo com o período e estação do ano). Com a plataforma implantada pela Imagem, a organização espera conseguir aumentar o controle sobre as lavouras e assim permitir um atendimento mais adequado em relação à qualidade e à quantidade dos produtos entregues pelos associados.

“Nosso foco principal é prestar os melhores serviços possíveis aos produtores para que eles possam se organizar melhor e aprimorar o rendimento das plantações. Por isso, buscamos as melhores tecnologias para nos ajudar a otimizar a gestão das informações críticas aos negócios”, afirma Flávio Duran Altimari, engenheiro de produção da Cocamar. Segundo ele, a empresa utiliza quatro módulos da plataforma ArcGIS: o Desktop, para mapeamento das áreas trabalhadas; o Server, que reúne e processa os dados colhidos e gerados pela cooperativa; o Online, que compartilha informações entre as equipes em qualquer dispositivo, independente do lugar onde o técnico esteja; e o Móvel, utilizado para a coleta de dados sobre os plantios e monitoramento das lavouras em campo. “Esses módulos estão integrados com nosso sistema de gerenciamento financeiro dentro do ERP, com o objetivo de automatizar os processos importantes para a continuidade dos negócios, como compra de materiais, sementes, equipamentos agrícolas, etc. e indicar onde eles são mais ou menos necessários por região”, completa o engenheiro.

Hoje, 12 das 56 unidades de assistência ao produtor da Cocamar já utilizam a plataforma em campo, por meio do módulo de mobilidade, enquanto a cooperativa aprimorou a gestão territorial com o auxílio dos outros módulos. Para Altimari, os resultados obtidos são significativos, mas ainda há muito para fazer. “A utilização dos mapas gerados pela solução ArcGIS facilita nossa tomada de decisão e aumenta a agilidade dos processos de assistência aos produtores, mas estamos em busca de mais para os cooperados. A ideia agora é criar indicadores de produção capazes de mostrar ainda mais oportunidades e aprimorar os negócios”, declara.

Planejamento de produção

Uma importante ferramenta do projeto são as imagens de satélite usadas para monitorar através de sensoriamento remoto e constante das áreas de lavoura com detalhes de desenvolvimento e previsões de colheita. Integrada aos módulos de geração de mapas, esta solução permite o planejamento de produção sobre todo o processo agrícola, tornando a Cocamar capaz de não só agilizar a tomada de decisões, mas também antecipar com mais assertividade acontecimentos adversos que impactam diretamente no faturamento dos cooperados como estiagens, geadas, perda da qualidade dos produtos, colheita necessária para atingir as metas de lucro, etc.

Agora, a meta da cooperativa é intensificar o uso da plataforma ArcGIS em mais áreas de atuação e onde há oportunidades de melhorar métodos e processos de plantio e colheita. “A aplicação da geografia no nosso trabalho ajuda a compreendermos melhor as necessidades dos produtores, que é o nosso foco principal. Com isso, realizamos um trabalho de desenvolvimento não só individual, mas de toda a região em que atuamos de maneira muito positiva e eficiente” finaliza Flávio Altimari.

(Fonte: Portal do Agronegócio)