Pecuária


Cemil produzirá 1 milhão de litros/dia de leite e derivados

28/01/2014

Nos últimos quatro anos, a Cooperativa Central Mineira de Laticínios (Cemil) – com fábrica em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, e presença em 18 Estados brasileiros – cresceu, em faturamento, 30% ao ano. Em 2013, foram R$ 450 milhões, e, neste ano, o presidente da cooperativa, João Bosco Ferreira, 59, pretende alcançar os R$ 600 milhões.

É um salto acima dos 30%, mas Ferreira, há 12 anos na direção da cooperativa, está confiante no resultado ancorado em números. “Vamos produzir no fim de 2014 algo em torno 1 milhão de litros de produtos acabados por dia”, calcula o engenheiro-agrônomo. Atualmente, são 800 mil litros por dia entre leite e derivados.

Para isso, foi necessário um investimento de cerca de R$ 90 milhões por três anos seguidos nas linhas de leite condensado e de leite UHT (de caixinha). “São máquinas de alta performance, robotizadas, de última geração, com 24 mil unidades por hora de envase, sem intervenção manual”, explica Ferreira.

Agora, ainda faltam de R$ 4 milhões a R$ 5 milhões para finalizar esse processo. Do total de recursos, 20% saíram do caixa da cooperativa e o restante foi financiado por diversas instituições como BDMG, BNDES e outros bancos. O incremento na infraestrutura aumentou o número de funcionários. Ha três anos, eram 390, agora, são 800 funcionários.

E para 2015, Ferreira já pensa em uma fábrica de leite em pó. “Quem trabalha com laticínio tem que ter todas as variáveis para não ficar só na dependência de um produto”, explica o executivo. Para esse novo projeto, seriam necessários outros R$ 5 milhões.

Na área de 200 mil m² da fábrica da Cemil, Ferreira projeta investir algo em torno de R$ 10 milhões a R$ 11 milhões somente na manutenção da planta de Patos de Minas. A produção, por enquanto, é para atender o mercado interno. “Mas devemos entrar no mercado externo, estamos estudando alguma coisa. A sondagem é principalmente para o leite condensado”, explica.

Sobre futuros parceiros, Ferreira, bem mineiramente, diz que a Cemil está sempre aberta, mas não pode dizer se tem ou não alguém interessado. “Estamos tendo mais propostas internacionais. Alguns namoros. Mas nada concreto”, desconversa. O executivo diz que o Brasil vai ficar interessante para laticínios internacionais. “Teremos excedente para exportar, teremos que entrar nessa briga com a Nova Zelândia, que é o maior exportador mundial”, diz.

 

Inovação

Caixa. As máquinas da Cemil são produzidas pela alemã SIG Combibloc e substituem os equipamentos da sueca Tetra Pak. “Fomos o primeiro leite a abandonar a Tetra Pak”, diz João Bosco Ferreira.

 

Portfólio

 

Produtos Cemil: São 38 Skus (tipos), dentre eles: suco de soja com sabores, leite condensado, creme de leite, leites especiais, leites e bebidas aromatizadas.

Novos investimentos: Pensam em fazer iorgurte, requeijão e leite em pó, mas ainda estão em estudo.

 

Grandes números

 

  • 800 mil litros/dia de produtos acabados na Cemil
  • 200 mil m² é a área da fábrica da Cemil em Patos de Minas

 

Fonte: O Tempo

 

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