Curiosidades

Cavalo muda vida de família e chega a final do freio de ouro

Há três anos a família Betiollo não fazia ideia do que significava criar cavalos. Em 2010 o casal Carlos e Lucel assistia em casa, pela televisão, a um leilão realizado na Expointer e resolveu fazer um investimento despretensioso, mas que mudaria por completo a rotina de suas vidas. Naquela noite eles compraram o Quinchamallo do Infinito, um cavalo Crioulo que custava R$ 40 mil. Hoje o animal, finalista do Freio de Ouro, custa nada menos que R$ 300 mil, uma valorização 650%. Mas o sucesso do investimento foi o menor dos impactos que o potranco, que tinha apenas três anos, traria aos Betiollo.

Primeiro cavalo adquirido pela família, o Quinchamallo do Infinito deu início a uma criação de dar inveja em muito estancieiro experiente. Hoje Carlos e Lucel têm mais de 50 Crioulos, e mais 20 estão a caminho. O crescimento da criação fez com que o casal inaugurasse uma cabanha, a Beribá de Candiota, que conta com toda infraestrutura de redondel, mangueiras e baias. Eles se tornaram proprietários rurais e precisaram se qualificar para isso.

Com o tempo essa mudança de vida fez com que o casal ambicionasse novos desafios. Há seis meses eles contrataram o ginete Felipe Silveira, que é já venceu duas vezes o Freio de Ouro, para treinar o Quinchamallo. Em apenas um semestre o animal já se credenciou a participar da final da competição que é a Fórmula 1 da Raça Crioula.

Essa disputa é o ponto alto do ano dos criadores. Ela consagra campeões e perpetua nomes que passam a ser considerados como as referências da raça. Para chegar a final da disputa, que ocorre no primeiro final de semana da Expointer,  os animais passam por inúmeras disputas acirradas e que apenas os mais qualificados superam. Esse cenário reforça a mítica do Quinchamallo. Se ele chegou tão longe com apenas seis meses, da para imaginar como ele se sairá no próximo ano.

A agora criadora, Lucel, fala que, apesar da super valorização o animal nunca estará a venda. Ela quer  o crescimento da cabanha e lucrar com o investimento, mas se identificou de tal forma com o Quinchamallo que fala como se o animal já fizesse parte da família. “Ele é tão manso que eu o alimento de balde, na boca. Ele me acompanha até a porta de casa e só não entra porque não deixamos, pois é manso como um cachorro. Eu amo meu cavalo”, se declara.

 

Fonte: Agrolink