Pecuária

Cavalo campolina ganha mercado

28/01/2014

Os investimentos feitos para a melhoria genética da raça Campolina têm contribuído para atrair novos criadores. Somente em 2013 foram registrados cerca de cem novos criadores no país, e a expectativa é manter o ritmo de crescimento em 2014. Para que a meta seja alcançada, os representantes da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina (ABCCCampolina) têm investido em eventos da raça e na capacitação dos criadores e da mão de obra envolvida na atividade.

De acordo com presidente do Conselho Deliberativo Técnico (CDT) da ABCCCampolina, Carlos Vilhena Vieira, 2014 deve ser uma ano positivo para os negócios da raça Campolina.

“A evolução da raça, em termos de morfologia e andamento, tem atraído vários novos criadores, e isto é fundamental para a melhoria. Neste ano queremos promover vários eventos para divulgar as qualidades do exemplares e atrair novos interessados”, disse.

Uma das ações que tem contribuído para despertar o interesse dos criadores foi a criação da Escola Nacional do Cavalo Campolina (Enacam), que oferece cursos básicos e avançados sobre seleção e aspectos gerais dos cavalos em todo o Brasil. O primeiro curso a ser ministrado em 2014 será nos dias 21 e 22 de fevereiro, em Conselheiro Lafaiete, na região Central de Minas Gerais.

O conteúdo desenvolvido para o curso de Conselheiro Lafaiete será o básico e vai englobar o padrão racial do Campolina, além do exterior e andamento dos eqüinos. Na segunda etapa serão apresentadas noções de casqueamento e ferrageamento, equitação básica, bem-estar e doma racional.

“Iniciamos o projeto no fim de 2012 e os resultados têm sido positivos. A demanda pelo curso é crescente e temos o interesse de expandir para todo o país”, disse Vieira.

Leilão – Além da criação da escola em 2013, outros dois fatores foram fundamentais para o desenvolvimento da raça. Segundo os dado ABCCCampolina a promoção de leilões chancelados com transmissão pela televisão, novidade entre os campolinistas, e o patrocínio da raça na participação em provas multirraciais alavancaram os resultados dos leilões.

Em 2013 foram realizados nove leilões oficiais, movimentando em torno de R$ 7 milhões, com a comercialização de 349 lotes, entre aspirações, potros, éguas, garanhões e animais castrados. A média geral dos preços ficou em R$ 20 mil.

Em muitos dos remates, mais de 20% dos investidores eram pessoas desconhecidas na raça, ou seja, novos criadores. Outra demanda que vem ganhando força é pelos animais de passeio, que são negociados entre R$ 5 mil e R$ 15 mil.

“A qualidade da marcha, a resistência e a beleza do cavalo Campolina atendem à demanda de criadores que estão interessados em investir em cavalgadas e passeios. Além disso, os animais têm ótimo desempenho em executar trabalhos em fazendas”, disse Vieira.

Fonte: Diário do Comércio
Autor: Michelle Valverde