Raças

Cavalo Campolina cresce em 2013

21/01/2014

Raça recebe novos usuários e criadores focam equilíbrio entre caracterização racial e funcionalidade

Dois mil e treze foi um ano especial para o Cavalo Campolina, com diversas ações de fomento realizadas e aumento do número de criadores e usuários. Hoje, a busca é pela seleção de animais cada vez mais equilibrados entre caracterização racial e andamento marchado.  “A evolução da raça se prova a cada dia, mas muitos criadores ainda estão presos a uma imagem do Campolina do passado. Nosso grande desafio, atualmente, é demonstrar que nosso cavalo nunca esteve tão bonito e marchador como agora”, pontua o presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina (ABCCCampolina).

Mudar a imagem de um produto ou serviço é um grande desafio mesmo para uma grande corporação, todavia o presidente da associação diz seguir bem neste sentido. Para proporcionar maior visibilidade à raça, abriu o cobre da associação e investiu alto em ações emergenciais de expansão. Os primeiros resultados apareceram já em 2013. Segundo balancete, cerca de 100 novas admissões de associados foram protocoladas, sinal de que o mercado está respondendo aos planos traçados pela diretoria.

Dentre os projetos implantados, dois foram apontados pelos criadores como certeiros no curto prazo: a promoção de leilões chancelados com transmissão pela televisão – novidade entre os campolinistas – e o patrocínio da raça na participação em provas multirraciais, ou poeirões, como são popularmente conhecidos. Nove leilões oficiais ocorreram em 2013, arrecadando quase R$ 7 milhões, com a comercialização de 349 lotes, entre aspirações, potros, éguas, garanhões e animais castrados. A média geral dos preços ficou em R$ 20 mil.

Em muitos dos remates, mais de 20% dos investidores eram pessoas desconhecidas na raça, ou seja, novos criadores. Outra demanda que vem ganhando força são pelos animais de passeio, negociados entre R$ 5 mil e R$ 15 mil. Em relação aos poeirões, cerca de 250 cavalos Campolina foram apresentados ao grande público de marcha, em dez competições diferentes. E para cada uma delas foram reservadas quantias de até R$ 10 mil para premiar os melhores competidores campolinas em cada uma das categorias. “Distribuímos R$ 100 mil em prêmios e já começamos nosso novo ano hípico com a liberação do mesmo montante”, revela o presidente.

Atrair gente nova foi apenas um dos benefícios gerados pelos poeirões. Estes eventos estimularam a performance dos cavalos, como pôde ser conferido na maior exposição da raça, a 33ª Exposição Nacional do Cavalo Campolina. O Conselho Técnico Deliberativo da ABCCCampolina proibiu que os tratadores “amaciassem” os animais participantes do concurso de marcha, e ficou evidente que aqueles que competiram nas provas multirraciais levavam vantagem.

Novidades para 2014 – A expansão do Cavalo Campolina é a meta principal da ABCCCampolina. Para auxiliar aqueles que lidam com o cavalo, a entidade criou a Escola Nacional do Cavalo Campolina (ENACAM), que oferece cursos básicos e avançados sobre seleção e aspectos gerais dos cavalos em todo o Brasil. Além disso, inspetores fixos foram contratados para assistir os associados de Norte a Sul do País e as principais exposições passaram a contar com um número maior de jurados, sendo um grupo específico para julgar morfologia e outro para andamento.

Depois de muitas enquetes, pesquisas e assembléias promovidas em 2013, foi decidido pelo CDT (Conselho Deliberativo Técnico) da ABCCCampolina que morfologia e andamento passarão a ter igual peso no julgamento, já a partir da próxima Nacional, em setembro.  Com a medida, a ABCCCampolina procura sinalizar ao mercado que está empenhada em moldar no Campolina um cavalo completo. A preocupação com funcionalidade é tamanha que a própria Convenção Nacional do Cavalo Campolina, que ocorre de 2 a 5 de maio, em Belo Horizonte (MG), terá uma programação exclusiva sobre marcha.

Outras novidades serão presenciadas ao longo do ano, como a extinção do julgamento em separado para o Campolina Pampa e a consagração dos melhores animais na marcha picada, uma verdadeira vitrine de maciez e comodidade de andamento. No ano hípico atual, exposições com mais de 150 animais passam a contar com prova funcional obrigatória, que futuramente serão pontuadas e poderão ser decisivas em casos de empate nos grandes campeonatos.

Fonte: Agrolink com informações de assessoria
Autor: Adilson Rodrigues