Carne de frango na UE: produção cresce, mas importação cresce mais

19/03/15
Lançando suas projeções para a agropecuária local no biênio 2015-2016, a Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, previu que a produção de carne de frango do bloco permanecerá em expansão, mas em índices inferiores aos observados entre 2000 e 2014, período em que foi registrada expansão média de 1,6%. Agora o incremento previsto mal passa de 1%.

Crescimento significativamente superior – pouco mais de 5% em 2015, perto de 6% em 2016 – está sendo previsto para as importações. Já para as exportações a expansão estimada é de, respectivamente, 2,3% e 5%, desempenho que pode ser afetado pela ocorrência de diversos casos de Influenza Aviária em alguns países do bloco.

Como, nos três anos analisados, importação e exportação mantêm as mesmas proporções, a disponibilidade para o consumo interno cresce, aproximadamente, nos mesmos níveis da produção, o que redunda em um consumo interno em torno de 22 kg per capita, volume que propicia à carne de frango participação de 30% entre as principais carnes consumidas pelos 28 países integrantes da UE.

Muitas análises anteriores do gênero, realizadas por órgãos de fora da UE, apontaram que, a esta altura do século XXI, o bloco teria perdido sua autossuficiência na produção de carne de frango, passando a garantir o pleno abastecimento interno através das importações.

Para demonstrar que isso não deve ocorrer pelo menos até 2016, a Comissão Europeia complementa suas tabelas com a observação de que a autossuficiência local se mantém acima de 104%, o que significa que contando apenas com a produção (isto é, desconsideradas importações e exportações), o bloco ainda disporia de um excedente equivalente a 4% da produção total.