Pecuária

Carne de frango abre as portas para o Brasil em mais de 150 países

13/02/15
A carne de frango é a proteína animal mais consumida no País, atualmente. De acordo com pesquisa encomendada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), ela está presente em 100% dos lares brasileiros. Com mercado interno garantido, este produto nacional tão querido dos consumidores já conquistou mais de 150 países e pretende crescer ainda mais em 2015.

O cenário de agora para frente deve ser cada vez mais positivo. “A habilitação de novas plantas para exportação a China, juntamente com a manutenção dos níveis dos embarques para a Rússia e outros importantes mercados contribuirão para um crescimento esperado de 3% nos volumes embarcados em 2015, na comparação com o total do ano passado”, espera Francisco Turra, presidente-executivo da ABPA.

Segundo ele, o Brasil está entre os maiores consumidores mundiais. “Temos um consumo per capita equivalente ao dos Estados Unidos e quase duas vezes superior ao consumo médio da União Europeia. Com um consumo tão elevado, a busca das empresas tem se direcionado não apenas a aumentar o consumo per capita, mas, principalmente, a direcionar o consumo a produtos com mais valor agregado.”

Embora a produção do ano passado (12,691 milhões de toneladas) só perca para a registrada em 2011, quando foram produzidas 13,058 milhões de toneladas, as exportações bateram recorde em volume, com 4,1 milhões de toneladas embarcadas.

“O Brasil é, desde 2005, o maior exportador de carne de frango do mundo, embarcando produtos para mais de 150 países. Em consumo per capita, não temos os dados de 2014 fechados, mas estamos entre os dez maiores consumidores de carne de frango no mundo”, destaca Turra.

MITOS

Conforme o presidente-executivo da ABPA, não é verdade quando dizem que a carne de frango tem hormônios. “É mito, mas persiste no imaginário coletivo a ideia de que se adicionam hormônios na criação de frangos. Como todo animal, ele possui hormônios naturais, mas o que influencia seu crescimento é, principalmente, o melhoramento genético por seleção natural com o cruzamento de animais de melhor ganho de peso, nutrição e manejo adequado. Não há qualquer adição de hormônios em sua criação”, garante.

Turra ainda acrescenta que a presença de hormônio em frangos é um mito utilizado para justificar o crescimento e o menor tempo de abate dos frangos comerciais. “Pesquisas mostram que a seleção genética é responsável por 90% da eficiência no ganho de peso. As evoluções nas áreas da genética, da nutrição com base em dieta balanceada e eficiente, além do manejo nutricional, ambiência e sanitário resultam em uma ave que requer, aproximadamente, um terço do tempo e um terço do total de alimento que uma ave produzida na década de 50, por exemplo.”

CONTROLE SANITÁRIO

Conforme Turra, outro fator importante que favorece a produção e exportação desta proteína animal é o rígido controle sanitário promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio do Programa Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC), com análises sobre a ocorrência de resíduos nos produtos– desde a implantação do PNCRC, nunca foram constatadas ocorrências de utilização de hormônios.

“É importante lembrar que o uso de hormônios é proibido no Brasil e em vários países, o que inviabiliza o comércio de tais substâncias. O frango brasileiro está presente na mesa de consumidores de mais de 150 países. O Brasil é o maior exportador mundial desde 2004 e o terceiro maior produtor de carne de aves.”

Turra assegura, portanto, que o foco na qualidade é mais que um diferencial: “é uma necessidade, para que o produto continue a ser absoluto na mesa de consumidores pelo mundo”. “Toda a gestão de insumos e a produção como um todo são feitas com grande responsabilidade e sempre pensando em nosso consumidor. Cada profissional de nossa cadeia produtiva emprega anos de estudo e pesquisa na busca do produto mais saudável e equilibrado para o consumidor.”

PROFISSIONALIZAÇÃO

Para conquistar tantos mercados externos e buscar novos em 2015 e nos próximos anos, Turra salienta que a profissionalização do setor permitiu a cadeia produtiva expandir seus embarques “para suprir as lacunas deixadas nos vários países pelo mundo, em decorrência dos focos de Influenza Aviária que surgiram em meio à década passada”.

“Somada à sua qualidade e sanidade, a carne de frango brasileira também tem outro atributo: é um produto acessível a todas as classes sociais. Isto permitiu um forte crescimento no consumo, em especial após o início do Plano Real.  Para se ter uma ideia, em 1995 o consumo per capita no Brasil era de 19 quilos por habitante por ano. Hoje, são 42 quilos.”