Soja

Capital da soja, Sorriso deve registrar quebra de 25% na produção devido à seca

07/01/2016

A capital da soja, Sorriso (MT) deve contabilizar um prejuízo mínimo de 25% na produção da oleaginosa, em função da severa estiagem registrada na região Centro-Oeste do país. A estimativa foi dada pelo secretário da Agricultura de Sorriso, Afrânio Migliari, em entrevista ao Portal Agrolink, nesta quinta-feira (07.12).

Migliari, revelou que a seca impactou diretamente em pelo menos 150 mil hectares de soja no município. “A seca realmente prejudicou a nossa produção, assim como o forte calor. Como não choveu, aumentou muito a temperatura nas lavouras secando o solo. Produtores que estão em Sorriso há mais de 30 anos, falaram que nunca tinham presenciado uma seca dessas”, adverte.

Para safra 2015/16, Sorriso reservou 620 mil hectares para cultivo do grão. Afrânio Migliari estima ainda que 55% da soja colhida seja de baixa qualidade, uma vez, que a estiagem prejudicou o desenvolvimento das plantas em Sorriso e região. “A falta de chuvas resultou na má formação do grão. Por isso, o prejuízo poderá ser ainda maior. Mas, nós teremos certeza dos estragos apenas quando as máquinas entrarem nas lavouras nos próximos 30 dias”, alerta. Em áreas irrigadas com pivô, por exemplo, os trabalhos de colheita já iniciaram no campo.

Estiagem x chuvas

As chuvas na região foram registradas apenas no fim de outubro e começo de dezembro. Depois, durante o último mês do ano, as precipitações voltaram a ocorrer somente próximo ao Natal.  No entanto, na virada do ano, os sojicultores em Sorriso tiveram que ficar em alerta pelo acúmulo de águas na lavoura, frisa Migliari. “Teremos prejuízos também com este excesso de chuva, pois o grão na vagem começou a apodrecer, assim como os galhos de soja”, lamenta.

Contudo, o secretário da Agricultura de Sorriso garantiu que quase metade da soja cultivada na cidade do Mato Grosso será de boa qualidade. “Nós temos sojas maravilhosas aqui e estimo que entre 40% e 45% da nossa soja esteja boa”, disse Afrânio Migliari, ao Portal Agrolink.

Fonte: Agrolink
Autor: Lucas Rivas