Manejo

Cana: técnicas reduzem compactação do solo

Controle do tráfico de máquinas e uso de pneus com melhor distribuição da carga são providências que minimizam danos gerados pela compactação

Pedro Zuazo
29/09/2010

A cultura da cana-de-açúcar é altamente mecanizada, o que torna o solo muito suscetível à compactação e prejudica a produtividade de ciclos posteriores. Mas algumas medidas podem ser tomadas para minimizar o problema. O controle do tráfico de máquinas e o uso de pneus que proporcionam melhor distribuição da carga, por exemplo, são providências que evitam o aumento da compactação. Esse foi o tema de um dos trabalhos apresentados no Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão, que acontece em Ribeirão Preto (SP).

O objetivo do trabalho foi estudar a resistência mecânica do solo à penetração em agrossistemas canavieiros. De acordo com o engenheiro eletrônico Carlos Augusto Ribeiro, mestre em Agronomia, que participou dos experimentos, trata-se de um índice importante que permite mensurar o grau de compactação do solo e, a partir daí, determinar o manejo correto para a cultura.

— Devido à intensa mecanização do campo, esse método acarreta em aumento da compactação. Aumentando a compactação do solo, ocorrem problemas no crescimento da nutrição da planta que podem acarretar em perdas econômicas. Por isso decidimos fazer esse trabalho para estimar a variação de compactação de um corte para outro em áreas mecanizadas de cana — explica o pesquisador.

O resultado mostrou que o aumento do número de cortes da cultura provoca um aumento da compactação. Mas o nível de compactação se elevou bastante do primeiro para o segundo corte, a partir do qual a compactação aumenta, mas não substancialmente. Ao final dos experimentos, ficou evidente que o trânsito intensivo de máquinas é um agente gerador de compactação que pode promover o aumento do nível de compactação do solo.

Para realizar o trabalho, os pesquisadores utilizaram um penetrômetro eletrônico georreferenciado acoplado a um quadriciclo. O conjunto possibilitou a coleta de dados de resistência à penetração de uma forma rápida. Os dados coletados foram transportados para o computador, onde, por meio do software PNT View, geraram mapas de isolinhas. Os mapas geradas com áreas de diferentes cortes foram comparados e, dessa forma, foi estimado o incremental de compactação de uma área para outra.

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Fonte: http://www.diadecampo.com.br/zpublisher/materias/Materia.asp?id=22804&secao=Pacotes%20Tecnol%F3gicos&c2=Cana-de-a%E7%FAcar