Caminho para trigo forrageiro no Brasil

28/12/2017

Na visão da Consultoria Trigo & Farinhas, o Rio Grande do Sul poderia produzir até 15,28 milhões de toneladas de trigo, tornando-se um player respeitado no mercado internacional, garantindo mais emprego e renda nas fazendas e divisas e impostos para o estado. Para isso, deveria atingir uma produtividade média ao redor de 2,7 mil kg/hectare.

“Claro que não será num curto espaço de tempo. Estamos pensando em um planejamento para seis a fez anos. Faltaria melhorar a capacidade operacional. Serão necessários pelo menos seis anos para isso e muitos bilhões de Reais. Mas, com vontade, seria viável”, aponta.

Os passos, segundo os analistas, seriam os seguintes:

1º – Definir uma área de trigo para moagem (Pão, Branqueador e extensível) em no máximo 800.000 hectares, distribuídos em todas as regiões para mitigar risco de clima e, com definição clara de tecnologia de produção, segregação e armazenagem, ou seja, quem tem condição produz, quem não tem, não produz. A indústria gaúcha de moagem de trigo necessita algo ao redor de 2,0 milhões de tons apenas.

2º – Definir uma área de 500.000 hectares iniciais para produção de trigo para exportação, começando com variedades já disponível, focando regiões com melhor logística;

3º – Focar a pesquisa para trigo exportação, com o objetivo de obter 6.000 kg/hectare de produção, para uma área possível de 1.000.000 de hectares.

“O que falta para se produzir trigo forrageiro? Primeiramente: decisão e vontade, e após isso, variedades para este fim. Mas, a pesquisa só produzirá estas variedades, se houver firme propósito e decisão. E mais: isso não muda de uma hora para a outra. Uma vez decidido, se levará seis anos (pelo menos) para consolidar essa estratégia. Precisa planejamento de longo prazo e persistência na busca deste objetivo”, conclui Pacheco.

Fonte: Agrolink