Sanitário

Calendário de vacinação contra aftosa é alterado em cinco estados brasileiros

02/05/13

A vacinação do rebanho bovino contra a febre aftosa, prevista para iniciar em maio, foi adiada nos estados do Rio Grande do Norte, Sergipe e Alagoas, além de parte dos municípios de Minas Gerais e Pernambuco. Por meio de nota técnica, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou que a imunização dos animais foi adiada para junho no Rio Grande do Norte e nos municípios do Agreste e Sertão de Pernambuco . Em Sergipe e Alagoas a campanha de vacinação será realizada em julho. Já em 112 municípios de Minas Gerais (nas coordenadorias regionais de Amenara, Janauba e Montes Claros) o prazo foi prorrogado para 30 de junho.

Apesar não haver alterações no calendário da Bahia, 261 municípios do estado que decretaram situação de emergência serão acompanhados. Caso necessário, poderá ser adotada uma nova estratégia com tratamento diferenciado aos produtores que comprovarem não ter condições de vacinar seus animais. “A flexibilização nessas localidades é justificada pela falta de chuvas, que tem comprometido o abastecimento de água e até mesmo a alimentação dos rebanhos”, explica o diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Guilherme Marques.

No restante do país, a programação segue inalterada. Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Tocantins e Distrito Federal começam em maio a vacinação de todo o rebanho de bovinos e bubalinos, sendo que Amazonas e Pará iniciaram em março o processo de imunização. Já nos estados do Acre, Espírito Santo, Paraná, Rondônia (onde a campanha começou em abril) e São Paulo serão vacinados os animais com idade abaixo de 24 meses.

A expectativa do Ministério da Agricultura é que 166 milhões de cabeças sejam vacinadas nesta primeira etapa. De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária, Ênio Marques, o sucesso da campanha depende também da participação ativa dos produtores. “Estamos próximos de reconhecer o Brasil como livre de aftosa com vacinação, mas para isso é necessário que os produtores também colaborem, vacinando corretamente o gado e mobilizando os vizinhos para a campanha”.

Fonte: agrolink