Custo de Produção

Café: Cotações do arábica iniciam semana em NY com boas altas e fecham no maior patamar em um ano

Publicado em 11/07/2016

As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam o pregão desta segunda-feira (11) com alta de pouco mais de 500 pontos nos principais vencimentos repercutindo o bom humor dos mercados globais e as fortes dúvidas em relação à qualidade da safra 2016/17 do Brasil, que já começou a chegar ao mercado. É o maior nível de fechamento desde fevereiro de 2015.

O contrato julho/16 registrou 147,95 cents/lb com 520 pontos de alta, o setembro/16 anotou 149,25 cents/lb com 515 pontos de avanço. Já o vencimento dezembro/16 fechou o dia cotado a 152,15 cents/lb com 510 pontos positivos, enquanto o março/17 teve 154,80 cents/lb com 500 pontos de valorização.

Após registrar consecutivas quedas durante toda a semana passada, as cotações do arábica na ICE iniciaram esta semana de forma positiva e com boa presença de operadores no mercados. De acordo com o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães, “os investidores começam a isolar o Reino Unido e seus problemas do resto do mundo especulativo e assim, um ar mais ameno, toma conta de tudo e todos”.

Nesta segunda-feira, o dólar comercial fechou com leve alta repercutindo as atuações do Banco Central e os estímulos econômicos no Japão. A moeda norte-americana subiu 0,47%, cotada a R$ 3,3100 na venda. No entanto, desta vez, não pressionou o mercado do café uma vez que, normalmente, quando o dólar no Brasil está em alta os preços externos das commodities tendem a recuar, pois encoraja as exportações.

De acordo com agências internacionais, as preocupações com a qualidade da safra 2016/17 do Brasil também repercutiu bastante entre os operadores durante o dia. “Os contratos futuros do café na ICE atingiram o nível mais alto em mais de um ano sustentado por recompras e preocupações sobre a qualidade da nova safra de grãos do Brasil”, informou a agência de notícias Reuters.

Levantamento divulgado na última quinta-feira (7) pela Safras & Mercado aponta que a colheita brasileira de café, até dia 5 de julho, estava em 52%. Considerando que a consultoria prevê produção de 54,9 milhões de sacas de 60 kg para o país nesta safra, foram colhidas 28,65 milhões de sacas.

Mercado interno

Nas praças de comercialização do Brasil, os negócios com café voltaram a ganhar força na semana passada com o avanço da colheita nas principais regiões produtoras. No entanto, nesta segunda-feira, segundo Marcus Magalhães, “a semana começou com preços firmes e poucos negócios”.

O tipo cereja descascado fechou hoje com maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com R$ 585,00 a saca e alta de 3,54%. Foi a maior variação no dia dentre as praças.

O tipo 4/5 teve maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com R$ 583,00 a saca e valorização de 3,55%. A maior oscilação dentre as praças no dia.

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação nas cidades de Araguari (MG) com R$ 540,00 a saca e alta de 3,85%. A maior variação no dia ocorreu em Guaxupé (MG) com alta de 3,94% e saca a R$ 528,00.

Na sexta-feira (8), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 498,74 com alta de 0,08%.

Bolsa de Londres

A Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), antiga Liffe, também iniciou a semana com boas altas. O contrato julho/16 anotou US$ 1830,00 por tonelada com avanço de US$ 35, o setembro/16 teve US$ 1824,00 por tonelada com alta de US$ 27 e o novembro/16 anotou US$ 1840,00 por tonelada com valorização de US$ 30.

Na sexta-feira (8), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 404,70 com alta de 0,12%.

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas