Custo de Produção

Café: Com perspectiva de clima seco para os próximos dias, Bolsa de NY tem boas altas nesta 4ª feira

Publicado em 14/10/2015

As cotações futuras do café arábica na Bolsa Nova York (ICE Futures US) operam em alta nesta quarta-feira (14). Após o fechamento do lado vermelho da tabela na sessão anterior, o mercado volta a repercutir a questão climática no Brasil, maior produtor e exportador da commodity no mundo.

Por volta das 12h48, os lotes com vencimento para dezembro/15 estavam cotados a US$ 136,10 cents/lb e o março/16 tinha US$ 139,50 cents/lb, ambos com 175 pontos de alta. O contrato maio/16 registrava US$ 141,60 cents/lb e 180 pontos de valorização, enquanto o julho/16 valia US$ 142,95 cents/lb com avanço de 155 pontos.

De acordo com mapas climáticos da Somar Meteorologia, os próximos dias devem continuar sendo de tempo seco e quente na maior parte das áreas produtoras de café do Sudeste, incluindo Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Mogiana.

Informações reportadas pela Reuters na manhã desta quarta-feira dão conta que os meteorologistas esperam precipitações generalizadas no cinturão de café a partir da próxima semana, na melhor das hipóteses.

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Veja como fechou o mercado na terça-feira:

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Após operar no campo positivo na maior parte do dia, estendendo os ganhos das últimas três sessões, o mercado do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) acabou encerrando o pregão desta terça-feira (13) com leve queda. Sem mudanças no quadro fundamental, alguns vencimentos chegaram a romper a linha de US$ 1,40 por libra-peso. Entretanto, a forte valorização do dólar ante o real e vendas de origem fizeram com que as cotações virassem no fim da sessão. Ainda assim, o mercado toca o maior patamar em quase dois meses.

No Brasil, o mercado interno registrou um aquecimento nos negócios, mas as transações ocorrem mais com as bicas finas. No mais, os produtores continuam retraídos aguardando uma melhor definição.

No terminal norte-americano, os lotes com vencimento para dezembro/15 encerraram a sessão de hoje cotados a 134,35 cents/lb com baixa de 15 pontos. O março/16 registrou 137,75 cents/lb e o maio/16 teve 139,80 cents/lb, ambos com recuo de 10 pontos. Enquanto, o contrato julho/16 anotou 141,40 cents/lb com baixa de 15 pontos.

Para o analista da Origem Corretora, Anilton Machado, apesar do mercado ter repercutido mais os aspectos fundamentais nos últimos dias, o dólar sempre acaba influenciando. “O forte avanço da moeda estrangeira ante o real hoje acabou pressionando as cotações, impedindo a quarta sessão de alta consecutiva em Nova York”, afirma. O dólar mais valorizado ante a moeda brasileira dá mais competitividade às exportações da commodity.

Nesta terça-feira, o dólar fechou com alta de 3,58%, cotado a R$ 3,8935 na venda. Os investidores refletem a aversão ao risco nos mercados globais após números mistos sobre a economia chinesa e as incertezas políticas no Brasil. Na semana passada, a moeda acumulou queda de 4,74%, enquanto o vencimento dezembro/15 do arábica em Nova York registrou ganho de 5,87%.

No aspecto fundamental, o que deu suporte ao mercado durante o dia foi o clima nas áreas produtoras do Brasil. “As chuvas no Sul de Minas não voltaram de maneira consistente e em volumes significativos, e cada dia que o prognóstico não aponta uma possibilidade de melhora nas precipitações, menos vendas aparecem no mercado futuro e, do contrário, os participantes, receosos, compram proteções de alta”, informou o analista de mercado Rodrigo Costa em sua coluna semanal da Archer Consulting, na sexta-feira.

“A preocupação sobre as chuvas no Brasil traz de volta o mercado climático, o que significa dizer que a cada dia sem prognóstico de chuva relevante os preços vão subir, assim como tão logo se veja precipitações volumosas as cotações derreterão”, pondera Costa.

Segundo mapas climáticos da Somar Meteorologia, os próximos dias devem ser tempo seco e quente em grande parte das áreas produtoras de café do Sudeste, incluindo Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Mogiana. As chuvas se concentram no Sul, atingindo, apenas, de forma irregular o Paraná e parte sul de São Paulo.

Reforçando a importância do clima para a produção da próxima temporada, o CNC (Conselho Nacional do Café) trouxe em seu boletim semanal, divulgado na sexta-feira, uma tabela com base em informações da Climatempo que avalia as condições climáticas que afetam o desenvolvimento da safra nas principais regiões cafeeiras do Brasil.

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Mercado interno

Segundo Machado, os negócios com café arábica estão mais aquecidos para as bicas finas, algumas chegaram a ser negociadas acima de R$ 500,00 a saca. No mais, os produtores seguem retraídos, aguardando uma melhor definição no mercado alegando que os preços ofertados não compensam os custos de produção.

O tipo cereja descascado teve maior valor de negociação na cidade de Guaxupé (MG) com saca cotada a R$ 580,00 e valorização de 2,65%. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Poços de Caldas (MG), onde a saca avançou 3,68%, para R$ 564,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação também em Guaxupé (MG) com R$ 580,00 a saca e alta de 2,65%. A maior variação no dia ocorreu em Varginha (MG) com alta de 3,96% e saca valendo R$ 525,00.

O tipo 6 duro teve maior valor de negociação na cidade de Varginha (MG) com R$ 520,00 com alta de 4,00%. Foi a maior variação no dia dentre as praças.

Na quinta-feira (9), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 registrou alta de 1,60% e a saca de 60 kg está cotada a R$ 489,05.

Bolsa de Londres

As cotações do café robusta na ICE Futures Europe fecharam em baixa nesta terça-feira. O vencimento novembro/15 encerrou a sessão cotado a US$ 1599,00 por tonelada com queda de US$ 24, o janeiro/16 teve US$ 1610,00 por tonelada com desvalorização de US$ 27. Já o contrato março/16 registrou US$ 1625,00 por tonelada e US$ 26 de recuo.

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas