Custo de Produção

Café: Bolsa de Nova York vira e passa a cair pela sessão sexta consecutiva nesta 5ª feira

Publicado em 17/12/2015

Os futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) recuam pela sexta sessão consecutiva nesta quinta-feira (17). De acordo com o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães, os investidores estão atentos ao dólar e as chuvas no cinturão produtivo do Brasil. Às 12h20, o dólar comercial estava cotado a R$ 3,8904 com queda de 0,87%.

Em Nova York, por volta das 12h24, o vencimento março/16 tinha 118,65 cents/lb, o maio/16 anotava 120,90 cents/lb e o julho/16 operava com 122,95 cents/lb, ambos com recuo de 60 pontos. Já o contrato setembro/16 registrava 125,35 cents/lb com 15 pontos negativos.

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou agora pela manhã que a safra de café do Brasil das espécies arábica e conilon está estimada, para este ano, em 43,24 milhões de sacas de 60 quilos do produto beneficiado. O resultado, em período de baixa bienalidade da cultura para a maioria das regiões, com exceção da Zona da Mata Mineira, representa queda de 5,3%, quando comparado à produção de 45,64 milhões de sacas obtidas no ano passado.

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Veja como fechou o mercado na quarta-feira:

Café: Bolsa de Nova York fecha em baixa pela quinta sessão consecutiva com avanço do dólar

Os futuros do café arábica fecharam em baixa pela quinta sessão consecutiva nesta quinta-feira (16) na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), referência para os negócios no Brasil. O mercado acompanhou mais uma vez o câmbio, mas os investidores também já tiram o pé do acelerador com a proximidade do final e poucos negócios são realizados.

Os lotes com vencimento para março/16 fecharam a sessão de hoje cotados a 119,25 cents/lb com baixa de 65 pontos. O maio/16 anotou 121,50 cents/lb e o julho/16 encerrou o dia com 123,55 cents/lb, ambos com recuo de 60 pontos. Já o contrato setembro/16 teve 125,50 cents/lb também com 60 pontos de queda.

Com investidores preocupados com a possibilidade de o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deixar o governo, e com o rebaixamento da nota brasileira pela Fitch, a moeda norte-americana avançou forte sobre o real nesta quarta-feira, fechando a R$ 3,9247 na venda com alta de 1,24%. A moeda estrangeira mais valorizada ante o real dá maior competitividade às exportações, mas derruba as cotações da commodity.

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“Além dos envolvidos de mercado estarem de olho na estabilidade política e econômica do Brasil, os negócios também já estão diminuindo com a proximidade do final do ano”, explica o analista de mercado do Escritório Carvalhaes, Sérgio Carvalhaes.

Vale lembrar que nos últimos dias, com a ausência de novidades fundamentais, o mercado tem se baseado bastante no câmbio. Nem mesmo a divulgação da Green Coffee Association mostrando que os estoques de café verde dos Estados Unidos diminuíram no mês passado fez com que o mercado reagisse. “Apesar do Brasil registrar recorde nas exportações, essa queda significa que os países estão consumindo bastante café”, afirma Carvalhaes.

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No cinturão produtivo do Brasil, as precipitações nos próximos dias devem ficar mais concentradas sobre o Paraná, São Paulo e sul de Minas Gerais, favorecendo o desenvolvimento das lavouras da safra 2016/17. Já no Espírito Santo, maior estado produtor da variedade robusta, os próximos dias serão de calor e pouca chuva. As informações são da Somar Meteorologia.

Diante deste cenário, a safra capixaba deve ter mais um ano de quebra. Na área de abrangência da Cooabriel (Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel) algumas fazendas registram perdas de até 90% e especialistas já estimam que o potencial produtivo da temporada 2017/18 também já começa a ser comprometido.

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Mercado interno

Os negócios com café no Brasil continuam bem lentos com a proximidade do final do ano e os preços oscilam conforme a necessidade de cada praça de comercialização. “Após um bom mês de novembro para os produtores, o mercado interno registra desaceleração com o final do ano”, disse o analista de mercado Gilson Fagundes ontem.

O tipo cereja descascado teve maior valor de negociação hoje na cidade de Guaxupé (MG) com saca cotada a R$ 552,00 e alta de 0,91%. A maior oscilação no dia foi registrada Espírito Santo do Pinhal (SP) e Varginha (MG), ambos com desvalorização de 1,89% e saca a R$ 520,00.

O tipo 4/5 também teve maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com R$ 557,00 a saca e alta de 0,91%. A maior variação no dia dentre as praças ocorreu em Poços de Caldas (MG) com valorização de 2,16% e saca cotada a R$ 472,00.

O tipo 6 duro teve maior valor de negociação em Varginha (MG) com R$ 500,00 a saca – estável. A maior oscilação no dia ocorreu em Poços de Caldas (MG) com baixa de 3,35% e saca cotada a R$ 461,00.

Na terça-feira (15), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 472,10 e queda de 0,77%.

Bolsa de Londres

As cotações do café robusta na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), antiga Liffe, fecharam com alta expressiva nesta quarta-feira e estenderam os ganhos da sessão anterior. O contrato janeiro/16 teve US$ 1492,00 por tonelada com alta de US$ 12, o março/16 registrou US$ 1524,00 por tonelada com avanço de US$ 17 e o vencimento maio/16 teve US$ 1550,00 com valorização de US$ 13.

Na terça-feira (15), o Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6, peneira 13 acima, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 377,86 com queda de 0,32%.

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas