Trigo

Cadeia da triticultura está cada vez mais unida e ativa

01/10/2015

No dia 30 de setembro, foi realizada mais uma reunião da Câmara Setorial do Trigo, no Polo Regional Sudoeste Paulista (Apta), em Capão Bonito (SP). Essa foi a edição com maior quórum desde a retomada das reuniões, em 2013, e contou com a participação de representantes de toda a cadeia produtiva.  Um dos principais assuntos discutidos foi a produção da safra paulista, na qual cerca de 85% foi colhida e as cooperativas já analisaram e segregaram os grãos por tipo de trigo.

Para os moinhos a segregação do grão é de suma importância, pois se tornou condição de comercialização. Dessa forma, a indústria tem a possibilidade de escolher o tipo de trigo que quer comprar. As cooperativas paulistas devem ser preocupar com a alta do preço e a mescla feita com o grão, pois, caso o produto não agrade os moinhos, a indústria deverá buscar trigo fora do Estado.

Para o presidente do Sindicato da Indústria da Moagem no Estado de São Paulo (Sindustrigo), Christian Saigh, a cada reunião da Câmara a distância entre a indústria e a cadeia produtiva diminui. Este é o ano do produtor. “Anteriormente, os produtores comentavam que a indústria não tinha interesse em seu produto. Agora, os produtores é que não querem vender para os moinhos”, completou Saigh

Nelson Montagna, presidente da Câmara Setorial do Trigo, destacou que a proposta de reunir produtores, cerealista, cooperativas e moinhos tem atingido os objetivos que são debater o cenário do mercado e colocar em discussão os assuntos pertinentes a toda a cadeia da triticultura.

A proposta da Câmara agrada a todos. Para Rui Zanardi, diretor industrial da Ocrim, os encontros contribuem para a evolução do setor. “A cadeia tem que estar equilibrada. Se uma ponta está fraca, todos perdemos”, recomenda Zanardi.  O gerente comercial da Cooperativa Holambra, Almerindo J. Vidilli Júnior, concorda com a importância das reuniões para a aproximação de todos os envolvidos. “Os participantes estão se sentindo mais confortáveis. Cabe a cada participante absorver o que lhe for de interesse”, conclui Júnior.

Fonte: Agrolink