Pecuária

Bovinocultura : Mato Grosso do Sul quer maior incremento à produção de Novilho Precoce

Mas o incremento que o Governo do Estado quer do programa contempla também a precocidade dos animais, a tecnificação da propriedade rural, o número de frigoríficos e de pecuaristas inscritos no programa. Com estes ajustes o Estado espera aquecer o volume de abates alcançando, pelo menos, 450 mil cabeças até o final de 2011.

Em recente reunião da Câmara Setorial da Bovinocultura e Bubalinocultura do Estado – realizada em 22 de fevereiro – o assunto foi pautado, ocasião em que também foi acordado uma programação para divulgação do Sub-Programa Novilho Precoce MS, a fim de atingir a meta de avanços quantitativos estabelecida para esse ano. A primeira ação ficou agendada para o dia 14 de março quando acontece uma palestra de apresentação e esclarecimentos do Sub-Programa no Sindicato Rural de Campo Grande, a partir das 19 horas.

“Desde 1992 o Estado incentiva a eficiência e a eficácia dos pecuaristas. Verificamos que, a partir dessa iniciativa, o produtor rural, em geral, implementou várias tecnologias e vem investido em consultorias, reforma de pastagem, alimentação e genética de qualidade, além de melhorar as condições de manejo e sanidade”, analisa a coordenadora do Sub-Programa, Gladys Rachel, ressaltando que nos últimos meses tem sido grande a demanda de interessados em se credenciar no Sob-Programa, “atendemos uma média de novos 30 produtores por semana”, frisa ela.

Só nos últimos quatro anos o incentivo concedido aos pecuaristas credenciados no Sub-Programa foi de R$ 33,5 milhões conforme dados da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Produção, Indústria, Comércio e Turismo (Seprotur). Neste mesmo período o volume de animais abatidos e classificados somou cerca de 1,2 milhões de cabeças. A média de incentivo pago ao produtor entre os anos de 2007/2010 foi de R$ 31,20 por animal.

De acordo com os dados do Sub-Programa Novilho Precoce MS, entre os anos de 2007 a 2010 foram abatidos nos 27 frigoríficos credenciados no Estado aproximadamente 1.5 milhão de animais. Desses, foram classificados como precoce 77,6%, um volume de 1,2 milhões de bovinos que somaram um incentivo de R$ 33.507.336 milhões repassados aos pecuaristas credenciados (atualmente estão cadastradas no programa 4.366 propriedades).

A avaliação dos dados do Sub-Programa Novilho Precoce MS entre os anos de 2007 e 2010 mostra que dos animais abatidos e classificados como precoce o maior índice é de machos, em torno de 927 mil cabeças enquanto o abate de fêmeas somou pouco mais de 254 mil. A média de incentivo pago por animal (macho) entre os últimos quatro anos foi de R$ 31,20 enquanto o peso médio dos animais (macho) foi de 17,77@ (arrobas). Só em 2010 o incentivo pago foi de R$ 10,8 milhões, período em que a média de incentivo por animal (macho) foi de R$ 36,12 com um peso médio (macho) de 18,20@ (arrobas).

O relatório de acompanhamento do Sub-Programa constata importantes avanços ao longo dos últimos anos que qualificam os animais, como a diminuição na idade para abate, por exemplo. O ano de 2010 indicou uma migração natural e significante dos produtores que produziam o animal 4 dentes e que passaram a produzir animais mais precoces. No último ano os índices de desempenho foram: 44,9% (dois dentes), 28,2% (dente-de-leite), 26,8% (quatro dentes). Nesse mesmo período a média de incentivo pago por animal (macho) foi de R$ 52,64 (dente de leite – não castrado), R$ 47,00 (dente de leite – castrado), R$ 38,86 (dois dentes – não castrado), R$ 35,02 (dois dentes – castrado) e R$ 23,28 (quatro dentes), alcançando uma média geral de R$ 36,12.

Segundo a Secretária Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias (Seprotur), a origem do Sub-Programa Novilho Precoce MS foi baseado nas exigências da “Cota Hilton”, considerando que os nossos mercados internacionais consumidores sempre exigiram produtos de maior qualidade, por isso hoje tamanha ênfase é dada as condições de rastreabilidade e segurança alimentar. “Seu preço no mercado internacional corresponde de três a quatro vezes o preço da carne comum”, compara ela.

SOBRE O INCENTIVO

Os benefícios repassados aos produtores incidem sobre a redução do valor do ICMS. Nas operações internas, de acordo com a maturidade, são concedidos os seguintes níveis de incentivo financeiro: redução de 67% do ICMS – animais com apenas dentes de leite, sem nenhuma queda; redução de 50% do ICMS – animais com no máximo dois dentes permanentes, sem a queda dos 1ºs médios; e redução de 33% do ICMS – animais com no máximo quatro dentes permanentes (castrados), sem a queda dos 2ºs médios.

Para os que ainda não fazem parte desse grupo, mas estão interessados em participar do programa, podem procurar maiores informações aqui. Outros esclarecimentos pelo telefone (67) 3318-5021.

Fonte: Portal do Agronegócio

http://www.zootecniabrasil.com.br/sistema/modules/news/article.php?storyid=3470