Curiosidades

Boa produtividade na cultura do feijão é fundamental para retorno financeiro

27/09/2017

Especialistas da Emater-MG afirmam que somente quem investiu no aumento da produtividade das lavouras está conseguindo uma boa remuneração com a cultura do feijão em 2017.  Houve crescimento da área plantada, mas os preços retraíram. A análise faz parte do Informativo Conjuntural da Emater-MG, disponibilizado mensalmente pela equipe técnica da empresa da assistência técnica de Minas Gerais, em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura. O boletim completo pode ser acessado no site www.emater.mg.gov.br .

Segundo o coordenador técnico da Emater-MG, a safra nacional superou a expectativa, com aumento da área plantada de quase 36%, devido aos bons preços alcançados no ano passado. O produtor plantou mais feijão e o clima contribuiu. Já os preços do grão não seguiram no mesmo ritmo. Em meados deste mês,  a saca de 60 quilos em Minas Gerias estava em torno de R$ 140, menos da metade do valor recebido há um ano, de acordo com os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

“Os preços têm chegado a R$ 150 para as mercadorias de melhor qualidade, o que permite um pequeno lucro aos produtores. Lembrando sempre em fazer uma boa média de preços, e não tentar vender pelo preço máximo, o que via de regra leva produtores a perder boas oportunidades de venda”, afirma o coordenador técnico da Emater-MG, Sérgio Brás Regina.

O coordenador da Emater-MG lembra que a cultura do feijão tem o ciclo muito rápido, então o produtor não pode correr riscos.  “É muito importante fazer a análise do solo, o uso da adubação equilibrada, manejo de pragas e doenças,  além da utilização de boas sementes.  Tudo é importante, já que o agricultor não tem tempo de corrigir erros. É uma cultura que se profissionalizou muito. Quando o produtor colhe bem, mesmo com preços por volta de R$ 120 ou R$ 130, ele tem retorno”.

Minas Gerais colheu uma safra de 535 mil toneladas de feijão em 2017. Um crescimento de quase 3% em relação a 2016.  O estado ocupa o segundo lugar na produção nacional, atrás apenas do Paraná.

Vazio sanitário 

Sérgio Brás Regina lembra que o estado atualmente está no período do vazio sanitário. Até o dia 20 de outubro, os produtores ficam proibidos de cultivar feijão e de manter plantas vivas ou remanescentes de safras anteriores. A iniciativa é do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e tem o objetivo de prevenir e erradicar nas plantações a ocorrência do mosaico dourado, doença causa por um vírus transmitido pela mosca branca.

O vazio sanitário para o feijão foi adotado em Minas em 2013 e é realizado simultaneamente como Distrito Federal e Goiás, que fazem fronteira com o estado, o que potencializa os resultados positivos da medida. É realizado somente na região Noroeste de Minas, nos municípios de Arinos, Bonfinópolis de Minas, Brasilândia de Minas, Buritis, Cabeceira Grande, Chapada Gaúcha, Dom Bosco, Formoso, Guarda-Mor, João Pinheiro, Lagoa Grande, Natalândia, Paracatu, Riachinho, Unaí, Uruana de Minas, Urucuia e Vazante.

“Com o vazio sanitário, quem ganha é o produtor e o meio ambiente. O agricultor vai reduzir os custos, pois deixará de fazer muitas aplicações de defensivos. A medida é muito importante para a cultura, pois o mosaico dourando tem causado muitos problemas nas lavouras em várias partes do país”, diz o coordenador da Emater-MG.

Fonte: Emater / MG