Produtos de Cooperativas

Biossegurança em Granjas de terminação

Por: Elaer Carvalho de Matos Sanitarista

Departamento de Suinocultura da Copercampos

 

Sabemos que Santa Catarina ocupa um lugar de destaque na suinocultura brasileira devido ao seu status sanitário de livre de doenças de notificação obrigatória. Esta condição proporciona a nossa exportação para diversos países. Para mantermos este privilégio dependemos da colaboração de todos os envolvidos na cadeia de produção. Vem ocorrendo no país o aparecimento de algumas doenças exóticas, as quais vem ocasionando transtornos principalmente no momento do abate onde o S.I.F (Serviço de Inspeção Federal) constata o aparecimento das lesões e descarta o uso destas carcaças para exportação. Devemos relembrar as principais formas de transmissão dos agentes infecciosos: CONTATO: Ocorre através do contato físico direto entre os animais infectados e susceptíveis, animais silvestres, ou indiretamente através de contatos com secreções recentes (salivares, nasais e/ou lacrimais) excreções (urina, fezes, leite) ou outros fluidos do organismo (sangue). VEÍCULOS DIVERSOS: Substâncias inanimadas (roupas, calçados, leite, água, produtos biológicos, poeira, solo) contaminados com material infeccioso que pode transmitir o agente. VETORES: São seres vivos invertebrados portadores do agente infeccioso, tais como moscas, mosquitos, piolhos etc. AEROSSÓIS: Quando o ar e o vento são os dispersores do agente. O agente pode ser disperso por partículas de poeira, ou gotículas. Os ambientes confinados facilitam a sua dispersão, sendo que exaustores de ar bem instalados reduzem a sua concentração no ambiente. Pensando no bom desempenho da nossa atividade, o Departamento de Suinocultura da Copercampos vem fazendo um trabalho intenso junto aos produtores. Várias medidas de biossegurança são tomadas para evitar a entradas de agentes causadores de doenças no rebanho. Nas propriedades cada técnico possui uma muda de roupa (macacão) e um par de botas, além de acesso a roupas descartáveis quando acompanhado de algum visitante. O carro é estacionado a uma distância considerável de cada pocilga e o técnico deve vestir uma bota descartável para o deslocamento até a mesma. Os veículos de atendimento são lavados e desinfetados semanalmente. As pocilgas possuem um pedilúvio com cal ou desinfetante na entrada para desinfecção das botas evitando o carreamento de agentes. Os produtores devem evitar a entrada de animais domésticos (cães, gatos, galinhas…) e de pessoas estranhas nas pocilgas e também é expressamente proibida sua visita à outras propriedades que possuam a criação de suínos. Estes são alguns cuidados básicos que devemos tomar, mas que podem evitar problemas de grandes proporções para o setor de Suinocultura.

Fonte: jornal copercampos/julho-2015