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Biodigestor beneficia a suinocultura

A suinocultura passou por grandes transformações nas últimas décadas, tecnificando e concentrando-se em algumas regiões do Brasil, especialmente no Sul e expandindo agora para o Centro-Oeste. Os avanços tecnológicos da atividade não foram acompanhados pela questão de tratamento dos resíduos, ou seja, dos dejetos de suínos.

Um dos motivos foi a pouca capacidade de investimento dos produtores, uma vez que o custo para manejo e tratamento sempre foi alto e não gerava retorno. Com o surgimento de tecnologias para este fim, os produtores perceberam que, com a utilização correta de alguns sistemas, seria possível agregar valor aos dejetos produzidos em suas propriedades, além de amenizar o problema.

Biodigestor

Uma destas tecnologias é o biodigestor, que na década de 1970 esteve no auge, caindo em desuso na década seguinte, vindo a renascer na década de 1990. De acordo com o pesquisador Airton Kunz, da Embrapa Suínos e Aves, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, dois fatores foram decisivos para o retorno desta tecnologia.

“Um deles se refere a legislação ambiental, que cobra cada vez mais do produtor a responsabilidade com o meio ambiente no tratamento dos resíduos da atividade. Outra causa foi a crise de energia enfrentada pelo país e a busca por energias renováveis, de baixo custo”, explicou o pesquisador.

O biodigestor é um sistema de tratamento que estabiliza parcialmente o dejeto. “Esta característica implica em cuidados redobrados com o manejo”, alerta o pesquisador Airton Kunz. O produto final deve passar por tratamento complementar, como lagoas de estabilização, se o destino final forem os corpos d´água. Via de regra, o sistema tem um abatimento de 70 a 80% da carga orgânica, ou seja, ele reduz o poder poluente do dejeto nestas porcentagens.

 

Fonte: http://www.agrisustentavel.com/san/biodigestor.htm