Curiosidades

Aviões deixam de ser luxo no agronegócio e ganham destaque

06/05/2014

Brasil possui a segunda maior frota de aviões privados no mundo, devido à dimensão territorial e pela falta de estrutura comercial do setor

Com o crescimento do agronegócio no Brasil, investir em aeronaves particulares deixou de ser um luxo para os empresários do setor. Segundo a Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), o segmento cresceu 5,5% ao ano, em média, entre 2009 e 2012.

E é com base em cálculos de custo/benefício que a Líder Aviação e a TAM Aviação Executiva convencem seus clientes a tirar os pés do chão.

Somente na Agrishow 2014, a Líder vendeu dois aviões Beechcraft Baron G58, por US$ 1,4 milhão cada um (sem impostos). A TAM fechou quatro vendas, sendo um Gran Caravan EX, de US$ 2,7 milhões (sem impostos), dois Skylane JTA, com custo a partir de US$ 530 mil, e ainda um helicóptero Bell 505. E as duas empresas iniciaram ainda negociações com outros clientes, prevendo novos negócios para os próximos meses.

O diretor de vendas de aeronaves da Líder, Philipe Figueiredo, diz que os aviões são cada vez mais procurados pelos empresários do agronegócio porque proporcionam economia e conforto. “Num país de dimensões continentais, a falta de infraestrutura de transporte dificulta não só o escoamento da produção, mas também o deslocamento de empresários que administram propriedades espalhadas pelo país”, afirma.

Um avião particular pode ser usado inclusive como escritório, equipado com internet e telefone, e proporciona ao proprietário economia de tempo e agilidade para voltar para casa, resultando em mais tempo ao convício com a família e ao lazer.

Alguns modelos disponíveis no mercado oferecem versatilidade, como o Grand Caravan EX da TAM, que leva até nove passageiros, mas pode ter sua configuração alterada, dobrando a capacidade de carga. “São aeronaves que atendem muito bem os grandes empresários do setor, tanto para uso no agronegócio quanto no lazer”, avalia Gustavo de Toledo, gerente de vendas de Aeronaves da TAM.

Helicópteros

Os helicópteros também são uma opção ao empresário que precisa se deslocar entre fazendas e estar em locais de difícil acesso por terra. Presente na Agrishow, a Power Helicópteros oferece opções que partem de R$ 670 mil (com os impostos), com autonomia de 500 quilômetros sem abastecer, percorridos em aproximadamente duas horas e meia.
Segundo o vice-presidente da empresa, Marcos Fabio de Carvalho, o helicóptero é indicado para quem busca velocidade, conforto e segurança. “É muito bom para usineiros e fazendeiros que possuem áreas extensas e precisam circular dentro das propriedades”, diz.

Embraer lidera mercado

A aviação agrícola no Brasil é liderada pela Embraer, que detém 65% de participação no mercado, com o Ipanema, produzido há 43 anos de forma ininterrupta – já foram entregues 1.300 unidades. Somente durante a Agrishow 2014, foram vendidos 12 avi-ões Ipanema, que possui modelos nas versões etanol e gasolina de aviação, com preços a partir de R$ 940 mil.

De acordo com Fábio Bertoldi Carretto, gerente comercial da Embraer para o Ipanema, esta aeronave tem tecnologia 100% brasileira e, desde 2005, possui um modelo que é o único certificado no mundo para voar com etanol. Além de todas as vantagens ambientais, o avião proporciona economia ao produtor rural, já que o custo do etanol é mais baixo na maioria das regiões do País.

“O sucesso da aeronave se deve também à sua capacidade de adaptação. Ao longo do tempo, foram incorporadas melhorias no Ipanema, de acordo com as necessidades dos clientes, o que tem garantido a confiança e a sua liderança no mercado”, afirma o gerente da Embraer.

Fonte: DCI – Diário do Comércio & Indústria
Autor: Aline Quezada