Avicultura brasileira vai manter competitividade no mercado mundial

25/05/2018

Mesmo com todas as taxações e sanções que a carne de frango do Brasil vem sofrendo do mercado internacional, o setor promete manter a competitividade neste cenário. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o frango deve substituir o porco como a carne mais consumida no planeta até 2025.

O engenheiro químico especialista em avicultura, Fábio Nunes, afirma que o setor vem sofrendo pressão de vários lados da indústria para se adequar e atualizar às exigências do mundo moderno. Contudo, ele acredita que a indústria do frango brasileiro é capaz de reverter esse quadro, graças ao seu dinamismo.

“Por sempre ter sido muito evolucionista na forma de conduzir o negócio  eu tenho certeza que, apesar dessa pressão em diferentes frentes do negócio, bem-estar, patógenos, sustentabilidade, todos esses temas que estão por aí no mundo inteiro, que ela (avicultura) vai saber responder adequadamente esses desafios na exata medida em que eles vem sendo colocados”, afirma.

Especialistas acreditam que uma alternativa para o Brasil voltar a ser competitivo no mercado internacional da carne de frango é mudar os rumos de negócio. Deixar a União Europeia um pouco de lado para comercializar com outros possíveis clientes, como a China por exemplo, que já é a maior compradora de carne bovina da América Latina.

“Eu não tenho a menor dúvida da capacidade plena de adequação da indústria avícola brasileira a essas exigências, isso é sua marca registrada ao longo de sua história iniciada em 1975, no que se refere a competitividade, qualidade e seriedade nos nossos produtos”, comenta Nunes.

Nunes ainda lembra que esses temas serão tratados e discutidos no painel sobre processamento de carnes no dia 1º de agosto no Seminário Técnico – Científico de Aves, Suínos e Peixes (AveSui) em Medianeira, no Paraná.”Acredito que isso vai dar um caleidoscópio de visões permitindo que a parte de processamento e os profissionais da área tenham uma visão mais holística da atividade e entendam o seu papel no conjunto da avicultura”, finaliza.

Fonte: Agrolink