Variedades

Avaliação de danos a 6 variedades de laranjas

Autores: Danilo Franco ,Dr. Eduardo Sanches Stuchi e Prof. Dr. Antonio Baldo Geraldo Martins

Doença disseminada por quase toda a citricultura de São Paulo, a CVC – Clorose Variegada dos Citros, prejudica economicamente a atividade desde 1987, quando foi descrita pela primeira vez no País. Na tentativa de encontrar fontes de resistência à doença, os autores avaliaram seis variedades de laranjas. Acompanhe

A citricultura brasileira, principalmente a paulista, utiliza praticamente quatro variedades: ‘Pêra’, ‘Valência’, ‘Natal’, ‘Hamlin’ e, em menor proporção, a ‘Folha Murcha’, em função do que, ocorre uma lacuna na oferta de frutos no período de verão e outono. A ‘Hamlin’ tem alguns problemas de comercialização devido ao baixo índice de coloração e teor de sólidos solúveis. A multiplicidade de floradas da ‘Pêra’ também é problema no caso de frutas para indústria. Mas principalmente, essas variedades são susceptíveis a praticamente todas as doenças que se tem para a cultura, inclusive a CVC – Clorose Variegada dos Citros, que causa grandes danos à produção das regiões norte e noroeste de São Paulo. Na EECB – Estação Experimental de Citricultura de Bebedouro, centenas de variedades, híbridos e clones de laranjas doces foram avaliadas visando identificar genótipos tolerantes e/ou resistentes à CVC. Dentre todas, seis variedades promissoras foram selecionadas para continuarem no processo de avaliação. Os experimentos foram instalados em 1999, visando avaliar, não somente, as variedades copas como também o comportamento delas sobre quatro porta-enxertos (limão ‘Cravo’, tangerinas ‘Cleópatra’ e ‘Sunki’ e citrumelo ‘Swingle’). A partir da caracterização da época de maturação dos seus frutos (tabela 1), determinou- se a laranja ‘Olivelands’ como precoce, a ‘Sanguínea’, ‘Vaccaro Blood’ e ‘Finike’ como meia estação, e a ‘Folha Murcha’ e ‘São Miguel’ como tardias. Da avaliação de duas safras simultâneas, nos quatro porta-enxertos (tabela 2), que, de maneira geral, as variedades tiveram suas maiores produções quando cultivadas em citrumelo ‘Swingle’ e as laranjas ‘Olivelands’ e ‘Finike’ destacaram-se como as mais produtivas. O índice de doença para CVC (figura 1), que considera o número de plantas contaminadas e a severidade da infestação, apesar de todas mostrarem-se susceptíveis, e a incidência e severidade terem aumentado de 2006 para 2007, a ‘Finike’, que até 2007 não havia passado do índice 2, destacou-se entre as demais. Para avaliar os danos da CVC, foi comparada a produção de uma planta sadia com a de uma planta com mais de 50% da copa apresentando sintomas visuais em folhas e frutos. Na figura 2, nota-se os maiores danos à produção da ‘Folha Murcha’, ‘São Miguel’ e ‘Vaccaro Blood’, sendo que na última a redução na produção foi de quase 60%. A ‘Olivelands’ destacou-se positivamente, sendo a mais tolerante à CVC, com redução de aproximadamente 14%. Analisando todos os parâmetros avaliados, principalmente a produção e a reação à CVC, pode-se destacar a ‘Olivelands’ e a ‘Finike’ como boas novas opções para os citricultores.

Fonte:  http://www.agrofit.com.br/portal/citros/52-citros/76-avaliacao-de-danos-a-6-variedades-de-laranjas