Cana de Açúcar

Aspectos Importantes e Adubação da Cana-de-Açúcar

A produção de cana-de açúcar em Minas Gerais, destinada às Usinas de açúcar e álcool, deverá ser em 2010 da ordem de 56,2 milhões de toneladas: um aumento de 12,6% em relação à safra passada. Por sua vez a safra nacional deverá alcançar 664 milhões de toneladas com um crescimento de 9,9%. Minas Gerais é a segunda maior área plantada com cana, ou seja, 648 mil hectares; o primeiro lugar é do Estado de São Paulo com 4,89 milhões de hectares. Uma das hipóteses para este crescimento é o aumento nos números de novas usinas instaladas: Minas Gerais teve três novas usinas; Goiás e São Paulo, duas; Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio de Janeiro, uma em cada Estado. Em Minas Gerais, a maior produção de cana-de-açúcar está concentrada no triângulo mineiro: Uberaba, Conceição das Alagoas, Ituiutaba, Frutal e Iturama.

 

Em São Paulo, mais de 56% da colheita de cana foi realizada “sem queima”. O protocolo (2007) assinado entre o Governo do Estado de São Paulo e a UNICA – União da Indústria de Cana-de-Açúcar – prevê a extinção gradativa da queima até 2017. Porém, nas regiões com áreas de cultivo com uma declividade menor que 12%, o prazo termina em 2014 visto que estas áreas permitem a mecanização da colheita. O Estado de São Paulo perdeu muita área de pastagens, e que se transformaram em áreas de cultivo da cana. Entretanto, a quantidade do rebanho bovino não diminuiu, graças à modernização da pecuária.

 

A colheita da cana vem demonstrando que a quantidade de “Açúcares Totais Recuperáveis” – ATR – por tonelada de cana continua abaixo daquele conseguido na mesma época em 2009. Isto se deve ao excesso de chuvas que ocorreram nas regiões produtoras de cana.

A cana processada na safra 2009/2010, 42,5% foi destinada à produção de açúcar e 57,5% para a produção de etanol. O etanol totaliza 23,69 bilhões de litros: 6,20 bilhões de litros de etanol anidro e 17,49 bilhões de litros de etanol hidratado.

 

Uma variedade de cana desenvolvida pelo IAC de Ribeirão Preto, pelo pesquisador Marcos Guimarães de Andrade Landell, obteve uma produtividade de mais de 300 t/ha. Esta variedade foi cultivada sem limite de água ou de nutrientes. A irrigação é um fator importante no aumento da produtividade: porém, no Estado de São Paulo, existem restrições quanto ao uso de água da ordem de 1 m³/t de cana.

 

Quanto aos fertilizantes, a cana consome 13% do total utilizado na agricultura brasileira.

 

O controle biológico das pragas que atacam a cana-de-açúcar vem aumentando, nos últimos anos, no País. São mais de três milhões de hectares tratados com vespinhas e fungo verde. Entre as vespinhas, as espécies “Cotesia flavipes” e “Trichogramma galloi”. As principais pragas que atacam a cana são: a broca da cana e a cigarrinha das raízes. A broca atua na parte aérea consumindo folhas e sendo porta aberta para a entrada do fungo podridão vermelha que é o causador de baixar a produtividade em 15%. O “fungo verde” é utilizado no controle da cigarrinha das raízes. O controle biológico é mais barato que o convencional, porém mais lento e podendo levar até três anos para o controlar a broca, com eficácia. O controle com a vespinha Trichogramma galloi é mais caro, mas a eficácia é maior porque controla o inseto no primeiro ano, pois ataca a fase ovular.

 

 

ADUBAÇÃO DA CANA

 

 

Cana planta: necessidade de nutrientes em kg/ha: 40 N – 150 P2O5 – 120 K2O + 1kg de boro + 3 kg de zinco + 2 kg de cobre.

 

Temos uma relação NPK = 40-150-120.

 

Dividindo por 40 teremos uma relação simplificada 1-3,75-3 (Ler Encontrando fórmulas similares).

 

Multiplicando esta relação simplificada por coeficientes teremos várias fórmulas.

 

Multiplicando por 4 a relação, obteremos a fórmula: 04-15-12.

 

Para saber a quantidade a ser aplicada dividimos a recomendação de N (40) pelo número expresso na formula referente a este nutriente N (4) e multiplicando por 100.

 

Isto é, (40/4) x 100 = 1.000 kg/ha da fórmula mais os micronutrientes recomendados acima.

 

 

Cana soca: necessidade de nutrientes em kg/ha: 130 N – 0-30 P2O5 – 100 K2O + 1 kg de boro.

 

 

Temos uma relação NPK = 130-0;30-100. (0 de P2O5 até 30 P2O5)

 

Vamos supor 0 kg/ha de P2O5.  Ou seja, 130-00-100.

 

Dividindo por 100 teremos a relação simplificada 1,3-0-1.

 

Multiplicando por 12, teremos a fórmula: 16-00-12.

 

Dividindo a quantidade de recomendada de N (130) pelo N (16) da fórmula, teremos (130/16) x 100 = 812 kg/ha + 1 kg de boro.

 

 

Cana queimada – necessidades = 100 N – 0;30 P2O5 – 130 K2O.

 

 

Fazendo o exercício acima teremos a fórmula 12-00-16, aplicada na base de 812 kg/ha + 1 kg de boro.

 

 

Fertirrigação: em kg/ha – 180 N + 150 K2O + 30 S

 

 

Teremos a fórmula 180 – 0 – 150.

 

Relação simplificada= 1,2-0-1.

 

A fórmula que vai ser encontrada, fazendo os cálculos conforme explicado anteriormente, será: 15-00-12 na base de 1.200 kg/ha.

 

Quanto ao enxofre, ele pode ser adicionado nesta fórmula desde que se use como uma das fontes de nitrogênio, o sulfato de amônio.

 

 

Aplicação aérea: 15 a 20 kg/ha de N + 200 g/ha de Mo.

 

Fonte: http://agronomiacomgismonti.blogspot.com/2010/05/aspectos-importantes-e-adubacao-da-cana.html