Milho

As perdas de milho colhido superam o total exportado

A disponibilidade interna de milho, no período estudado, foi quase sempre acima de 30 milhões de toneladas anuais, sendo sempre superior à dos demais produtos analisados. No ano de 2003, a disponibilidade interna chegou a 36,6 milhões de toneladas. No entanto, a disponibilidade poderia ter sido maior, não fossem as perdas, uma vez que a produção, um recorde, foi de quase 48 milhões de toneladas. Desse total, foram exportados 3,6 milhões de toneladas e perdidas 4,1 milhões de toneladas, no transporte ou no armazenamento.

Além das perdas pós-colheita, há perdas ainda na fase que vai da semeadura até antes de iniciar a colheita, geralmente por problemas climáticos e de doenças ou pragas. Nesta fase, das sete safras analisadas, a do ano 2000 foi a mais afetada, com um índice de perdas do milho, no Brasil, da ordem de 11,22%. Importantes estados produtores como Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul tiveram perdas de 20,96%, 16,93% e 36,15%, respectivamente.

O segundo maior índice de perdas de milho, da semeadura até a pré-colheita, foi no ano 2002.

Nas safras de 1998 e 2001, as maiores perdas foram verificadas na região Nordeste.

O Brasil passou, em 2001, à condição de importante fornecedor de milho, ano em que registrou exportações de 5,6 milhões de toneladas do cereal, com o reconhecimento internacional da qualidade nutricional do produto brasileiro que, além disso, não era transgênico, uma exigência de importadores europeus. Por essa razão, o milho foi comprado no mercado externo, em 2001, em cotações acima de seus concorrentes. Em conseqüência disso, nos anos seguintes, apesar do grande consumo interno do produto, onde é usado também na alimentação animal, seja in natura ou na composição de rações, houve igualmente significativa exportação do produto (2,7 milhões de ton. e 3,6 milhões de toneladas, respectivamente).

O destino das exportações é diversificado, com a União Européia assumindo, em 2003, posição de destaque, seguida por países do Oriente Médio e pelos chamados Tigres Asiáticos.

 

Fonte: http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=330&id_pagina=1