Leite


Controle leiteiro

O controle leiteiro pode ser definido como a melhor forma de se acompanhar a evolução produtiva individual dos animais do rebanho e consiste simplesmente em pesar de tempos em tempos (pelo menos uma vez por mês) a produção de leite de cada vaca em lactação. Essa pesagem permite ao produtor tomar uma série de decisões que podem aumentar a eficiência do trabalho de sua propriedade, tais como a separação de lotes por produção, o balanceamento da dieta para cada lote, o direcionamento da alimentação volumosa para cada categoria etc. Por exemplo, conhecer a persistência de lactação de cada vaca permite ao produtor classificar seus animais por produtividade e selecionar os que lhe interessam, o que orientará os futuros descartes, além de servir de parâmetro indicativo para o manejo do rebanho, como adequar a alimentação das vacas de acordo com a produção registrada.

A eficiência produtiva de uma vaca leiteira começa pelo fato de ter uma cria por ano e um período longo de lactação, tomando-se como ideal um período de lactação de 305 dias. Após o parto deve ocorrer um aumento na produção de leite da vaca, com seu pico em torno dos dois meses. Na seqüência, inicia-se a queda na produção, natural e irreversível. A maneira como a produção cai com o tempo (persistência) é uma característica genética de cada vaca.

Persistência da lactação – A título de ilustração, considere-se a seguinte comparação: uma vaca com persistência de 90% registra uma diminuição de 10% ao mês em sua produção, apresentando no final uma produção significativamente maior que uma vaca com persistência de 80%, com queda de 20% ao mês na produção. Com toda certeza, vacas com baixa persistência de lactação vão afetar a economia da propriedade leiteira, pois haverá queda expressiva na produção diária do rebanho.

Como a persistência de lactação é uma característica individual, torna-se um parâmetro indicativo dos animais mais produtivos. Por isso, o controle leiteiro constitui-se num dos principais instrumentos que ajudam o produtor a conhecer o potencial produtivo de cada animal.

Ainda como benefícios do controle leiteiro, o produtor pode definir se vacas devem ou não descartadas, considerando sua produção de leite – medida que proporciona economia de mão-de-obra e de fornecimento de alimento para o rebanho. Os animais mais produtivos devem e precisam receber mais alimento do que aqueles com baixa produtividade, ou seja, alimentos como concentrados serão mais bem utilizados por animais que produzem maior quantidade de leite.

Análise do leite – O controle leiteiro requer, basicamente, uma balança e uma planilha, que pode ser elaborada pelo produtor ou adquirida no mercado.

Os dados mínimos que a planilha deve conter são: o nome de cada animal, o número de identificação e espaço para anotação do peso do leite. Se forem feitas duas ordenhas, o intervalo entre elas deve ser de 12 horas; se forem feitas três, o intervalo cai para 8 horas. O produtor deve, sempre que possível, providenciar a análise da composição do leite, cada vez mais importante em razão do advento do pagamento por qualidade e sólidos totais da matéria-prima. A coleta de leite para análise é feita pelos compradores

de leite, no caso cooperativas ou indústrias de laticínios. As amostras devem ser coletadas adequadamente em frascos apropriados e enviadas a um dos laboratórios da rede oficial.

Fonte: http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/BDS.nsf/5ED43C8F8C05B3D28325768000624CF0/$File/NT00042E26.pdf

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