Custo de produção da cafeicultura orgânica: estudo de caso

Renato Marques, Luiz G. de Castro Júnior, Ricardo Pereira Reis

Resumo — O presente trabalho teve por objetivo geral analisar economicamente o processo produtivo do café orgânico, explorado em parceria. A pesquisa se baseia na teoria do custo e da produção e procurou estimar os custos de produção do café (Coffea arábica L.) no sistema orgânico de manejo. Os dados da cafeicultura que utiliza o manejo orgânico, referem-se à safra 1999/2000. A área de estudo foi o Sul de Minas Gerais, mais precisamente na cidade de Coqueiral. Considerando os indicadores econômicos obtidos na pesquisa, pode-se concluir que as despesas com os recursos variáveis foram as que mais oneraram o custo final do café do café orgânico. Os itens que mais afetaram os custos de produção foram a formação de lavoura, no caso dos recursos fixos, e os gastos com a mão-de-obra, principalmente a temporária. Concluiu-se, também, que o café orgânico, em 1999/2000, apresentou uma situação de lucro econômico, com tendência de expansão da atividade.

Introdução — Desde a sua descoberta pelo homem, o café assume importante papel na economia e na vida dos povos que o cultivam. No mundo são muitos os países produtores de café, sendo na maioria países em desenvolvimento e com situação econômica pouco estável, tendo na cafeicultura a sua principal fonte de renda e divisas, contrastando com os principais países consumidores, exceto o Brasil, que são países desenvolvidos e economicamente estáveis. A maioria da produção é exportada principalmente para os países desenvolvidos da Europa, Ásia e América do Norte, onde o seu comércio mundial movimenta uma soma de valores que só perde para o comércio mundial de petróleo. Segundo Araújo et al. (1990), a comercialização mundial movimenta uma considerável soma de dinheiro, em torno de US$15 bilhões – e US$ 33 bilhões são gerados anualmente pelo café, através do seu complexo agroindustrial em todo o mundo.

Segundo Mendes e Guimarães (1997), o Brasil é historicamente o maior produtor e exportador mundial, apesar de ter perdido ao longo da história uma grande parcela do mercado. Aqui se produz basicamente dois tipos de café o Coffea arábica L. (café arábica) e a espécie Coffea canephora (café robusta); cerca de 80% do total produzido é de cultivares da espécie Coffea arábica L., e os 20% restantes, da espécie Coffea canephora.

A principal região produtora é o centro-sul, onde se destaca Minas Gerais, que é a principal região cafeeira do País. O café é produzido em todas as região do Estado, sendo a região Sul de Minas Gerais a principal região produtora, responsável por grande parte das lavouras cafeeiras e pela maior parte da produção total de café, além de possuir um clima apropriado para o cultivo da cultura e uma adequada estrutura para produção e comercialização desta.

A cafeicultura nacional apresenta características próprias de cultivo e vem passando por diversas evoluções na área agronômica, mercadológica e comercial, que se apresentam em tendências que deverão delinear o futuro da atividade.

As principais evoluções da cafeicultura brasileira fora ocasionadas pelo mercado, que passou a exigir cafés de qualidade e, com isso, delineou uma tendência de fortalecimento da imagem do produto nacional no mercado internacional, através de marcas características e selos promocionais, garantindo nichos próprios para o seu produto. Ressalta-se, também, o aumento da oferta de várias derivações, oriundos do café, como café orgânico, café gourmet, café expresso, o incremento de produtos industrializados, tipo café descafeinado, café capuccino, balas, doces, sorvetes etc.

Conforme Theodro et al. (1999), um novo tipo de produção que se desenvolve no campo é a agricultura orgânica, baseada num modelo de agricultura que propõe o cultivo da terra para produção de alimentos sadios, sem o uso de produtos químicos tóxicos à saúde humana e dos animais, sem contaminar a água, o solo e o ar, sendo, porém ecologicamente sustentável, economicamente viável, socialmente justa e culturalmente aceitável. Oriundo dessa forma de produção está o café orgânico, um tipo de café que vem ganhando espaço no mercado, criando um nicho próprio de consumidores que não se importam em pagar a mais por produtos puros, mais natural, isentos de resíduos químicos prejudiciais à saúde e ao meio-ambiente. A característica básica que o distingue dos cafés tradicionais é a forma de manejo, onde os “cafeicultores orgânicos” partem de dois princípios básicos: a não-utilização de agrotóxicos, que desequilibram o solo e a planta e eliminam inimigos naturais; e o fato de que os sistemas de produção orgânica geram um equilíbrio solo/planta, pelo uso de matéria orgânica, produzindo plantas mais resistentes às pragas e doenças.

O café orgânico só recebe a certificação de produto orgânico após a realização de uma inspeção técnica. No mundo, a International Federation of Organic Agriculture Movements (IFOAM) elaborou normas básicas para a agricultura orgânica a serem seguidas pelas suas afiliadas. No Brasil, a certificação pode ser feita pela Associação de Agricultura Orgânica (AAO) e pelo Instituto Biodinâmico de Desenvolvimento Rural (IBD). Mais recentemente, o Ministério da Agricultura e Abastecimento elaborou uma instrução normativa da agricultura orgânica, que passou a valer oficialmente no País.

As principais regiões produtoras de café orgânico no Brasil são o Sul de Minas Gerais e o interior de São Paulo, além dos Estados da Bahia, Ceará, Paraná e Espírito Santo. O café orgânico consegue ágios de preço em torno de 30% ao café convencional. O consumo deste produto no País ainda é pequeno, mas vem crescendo ano a ano. O Brasil produz cerca de 40.000 sacas de 60 kg do produto, sendo grande parte destinada à exportação. A produção mundial está em torno de 800.000 sacas na safra 2000/01, representando cerca de 1% da produção mundial total de café, com tendência de crescimento acima da média dos cafés convencionais. Destaca-se o México, que é o maior produtor, com cerca de 108.000 sacas produzidas, e os países que mais consomem o café orgânico são EUA, Japão e países da Europa (A verdade ….,2000).

Para produzir o café, na base de toda essa complexa atividade estão os cafeicultores, o elemento mais importante dessa atividade econômica, que precisam ser administradores de suas empresas produtoras de café, organizando, planejando, dirigindo e controlando todas as atividades destas, através da administração científica e artística. O cafeicultor, como todos os empresários rurais, sofre perdas em sua renda com as constantes modificações do clima, como as políticas governamentais e a própria falta de informação e controle sobre os recursos escassos. Assim, é de suma importância a realização de estudos sobre custo de produção da cafeicultura, pois permite que se conheçam os recursos que são mais importantes, onerosos e necessários para a produção, permitindo também uma análise técnica e econômica da firma, orientando os cafeicultores na sua tomada de decisão com menor margem de erro, favorecendo o estabelecimento e desenvolvimento da empresa.

Através deste estudo buscou-se avaliar economicamente a cafeicultura orgânica no Sul de Minas Gerais. Especificamente, estimou-se o custo de produção da atividade e sua rentabilidade.

Material e métodos

Considerações do Estudo — A área de estudo é a cidade de Coqueiral, localizada na região Sul do Estado de Minas Gerais. Conforme IBGE (2000), Coqueiral é um município que tem na agropecuária sua principal fonte de riqueza e possui uma população de 9.609 habitantes e cerca de 3.491 habitantes vivem na zona rural.

Considerando as características do estudo, em que o produtor foi selecionado de forma intencional, a pesquisa foi caracterizada como um “estudo de caso”. Na obtenção dos dados primários sobre a cafeicultura orgânica, foi realizada uma única entrevista, após o término da safra 1999/2000. Para complementação dos dados, foram utilizados dados secundários, oriundos de publicações, revistas, informações de técnicos e organizações.

Vale ressaltar que a cafeicultor orgânico pesquisado explora a atividade em forma de parceria e em terra arrendada, o parceiro entra com toda a mão-de-obra e o produtor rural com a infra-estrutura e insumos. A relação de pagamento é de 40% da produção para o parceiro e 60% para o proprietário. A área arrendada é de boa fertilidade e topografia, fica anexa à propriedade, que tem excelente estrutura física e maquinários, e a lavoura no ciclo 1999/2000 apresentou seu ápice de produção na bianualidade.

Modelo Teórico — A estruturação teórica para a realização deste trabalho está baseada nos conceitos e princípios da teoria do custo e da produção. Para maiores detalhes, este referencial teórico está fundamentado em leituras complementares à teoria da produção e dos custos, referenciadas em autores como Reis e Guimarães (1986), Leftwich (1991), Ferguson (1996), Varian (1994), Nicholson (1998), Reis (1999) e Troster e Morcillo (1999).

Através da estimativa do custo de produção, conceituado como a soma dos valores de todos os recursos (insumos) e operações (serviços) utilizados no processo produtivo de certa atividade agrícola em certo prazo, é possível identificar os resultados econômicos propostos no estudo. No curto prazo, os recursos são classificados em fixos e variáveis e as despesas deles decorrentes são os custos fixos e custos variáveis.

Os custos fixos são aqueles correspondentes aos recursos que têm duração superior ao curto prazo e, portanto, sua renovação só é verificada a longo prazo. São as despesas do produtor com terras, benfeitorias, máquinas, equipamentos, impostos e taxas fixas, animais de trabalho, calagem, etc.

Os custos variáveis têm duração inferior ou igual ao curto prazo, sendo, portanto, sua recomposição feita a cada ciclo do processo produtivo. Referem-se aos gastos do produtor com insumos e serviços de modo geral, como sementes, defensivos, fertilizantes, serviços prestados por mão-de-obra braçal, técnica e administrativa, aluguel de máquinas, equipamentos e animais de trabalho, e despesas gerais (combustíveis, lubrificantes, energia elétrica, gastos com reparos e conservação, etc.).

Na análise econômica do custo de produção considera-se como custo alternativo (ou de oportunidade) de um recurso produtivo o quanto o capital nele empregado estaria rendendo no seu melhor uso alternativo. É a retribuição normal ao capital utilizado na atividade. Só haverá lucro econômico se a atividade produtiva proporcionar retorno que supere o custo alternativo.

Para análise de rentabilidade, considera-se como receita o resultado da atividade em valores monetários, ou seja, o preço de cada unidade vezes a quantidade vendida (produzida). A análise da rentabilidade consiste, em geral, na comparação da receita com o custo de produção, o que determina se os lucros obtidos são: lucro supernormal (LSN) ou econômico – é uma situação em que a atividade está obtendo retornos maiores que as melhores alternativas possíveis de emprego do capital, indicando que a empresa pode se expandir no médio ou longo prazo; lucro normal (LN) – sugere que a atividade está obtendo retornos iguais aos que seriam obtidos nas melhores alternativas possíveis de emprego dos recursos, significando estabilidade, em que o nível de produção a curto e longo prazos se mantém constante; e quando o preço não cobre os custos totais médios – neste caso, é preciso avaliar até que nível o preço cobre o custo fixo médio, indicando a intensidade de descapitalização da atividade.

Operacionalização das Variáveis Econômicas

A avaliação econômica do café orgânico fundamenta-se na operacionalização dos custos de produção e na receita da atividade:

Custo Fixo Total (CFT) — para a determinação do custo dos recursos fixos, utiliza-se a depreciação linear. A depreciação é o custo necessário para substituir os bens de capital quando tornados inúteis pelo desgaste físico ou econômico. A fórmulautilizadafoi:

Os custos fixos a serem analisados no processo produtivo da cultura do café orgânico são:

* Terra: considerado o valor de arrendamento na região.
* Benfeitorias, máquinas, implementos e equipamentos: referem-se ao valor dos investimentos do proprietário nesses recursos que direta ou indiretamente participaram do processo de produção, correspondente ao percentual de utilização na cultura.
* Lavoura: valor da depreciação anual da lavoura;
* Imposto Territorial Rural (ITR): o valor do imposto, correspondente ao percentual de utilização na cultura.
* Calagem: computou-se a metade do valor.
* Custos fixos gerais: são os gastos realizados com aquisição de balaio, peneira, enxada, serrote, rastelo, etc. Computou-se a metade do valor.

Para custos fixos considerou-se como custo de oportunidade a taxa de 6% a.a, e foi utilizada a seguinte expressão:
(2)
considerou-se o CAfixo como se a idade de uso do recursos fixo fosse 50% da vida útil (Vu), que resulta na metade do valor do bem novo (Vn), multiplicado pela taxa de juros.

Custo Variável Total (CVT) — é dado pela soma dos dispêndios efetuados com os recursos variáveis, mão-de-obra, insumos e despesas complementares, acrescida do custo de oportunidade, a uma taxa de juros real de 6% a.a.

Para o cálculo do custo alternativo variável (CAvar) pode-se usar a seguinte expressão:

Custo Total (CT) e Custos Médios (CMe) — o custo de uma unidade produzida de café é dado pela relação entre os custos e a quantidade produzida. Dessa forma, tem-se o custo fixo médio (CFMe) e o custo variável médio (CVMe), obtidos respectivamente do custo fixo total (CFT) e do custo variável total (CVT), sendo custo total (CT) igual à soma do CFT e CVT.

Resultados e discussão

Custo total de produção — Na Tabela 1 são apresentados os percentuais de participação dos itens que compõem os custos totais de produção do café orgânico na região Sul de Minas Gerais. Percebe-se pelos dados apresentados que os custos fixos representaram 15,85% do custo final da produção do café orgânico, e o custo variável, 84,15%.

A implantação da lavoura corresponde a 8,04% dos custos totais e foi o item fixo que mais onerou a produção, seguido do arrendamento da terra, com 4,69%. Os valores dos itens benfeitorias, máquinas e implementos correspondem a 2,79%. Não houve gasto com calagem e o pagamento do ITR é realizado pelo proprietário, que arrenda a terra.

Entre os custos variáveis, a mão-de-obra foi a que mais onerou o custo total, com 66,82%, destacando-se a mão-de-obra temporária, com 52,99%. Isso reflete o fato de a exploração ser em forma de parceria, em que, por contrato, o percentual de 40% da produção corresponde ao gasto com a mão-de-obra temporária, que é responsabilidade do parceiro.

Os insumos contribuem com 6,64%, sendo a matéria orgânica responsável por mais da metade desse valor (3,37%), onde esta substituiu a necessidade de outros fertilizantes, exceto o fertilizante, fonte de nitrogênio. Por se tratar de uma cultura orgânica que tem nos seus pré-requisitos a não-utilização de agrotóxicos sintéticos, os gastos com eles ficou restrito à utilização de fungicidas aceitos pela regulamentação, que respondeu por 1,31% do custo total.

No item despesas complementares a energia elétrica contribuiu com 2,94% do custo total, referentes à utilização do conjunto necessário para as operações pós-colheita, e os impostos com 0,86%, que se referem basicamente ao pagamento de taxas para a inspeção e certificação do café orgânico.

Os resultados dos custos médios da produção de café orgânico no Sul de Minas são apresentados na Tabela 2. O custo total médio da cafeicultura orgânica foi de R$ 120,41/saca. Os custos operacionais do café orgânico representaram 87,00% do custo de cada saca produzida. Análise econômica simplificada.

Para a realização da análise econômica utilizaram-se os dados contidos na Tabela 2; o preço médio da saca de 60 kg de café beneficiado no período de estudo foi de R$ 190,00 para o café orgânico, indicando que a situação econômica da atividade cafeeira orgânica é de lucro econômico, pagando todos os recursos aplicados na atividade cafeeira, proporcionando um lucro adicional, superior ao de outras alternativas de mercado consideradas nesta análise. A tendência a médio e longo prazos é de expansão e entrada de novos concorrentes na atividade.

Conclusões — Considerando os valores econômicos obtidos nesta pesquisa, pode-se concluir que as despesas com os recursos variáveis são as que mais oneraram o custo final de se produzir café orgânico no Sul de Minas Gerais. Os itens que mais afetaram o custo de produção de café foram a formação de lavoura, no caso dos recursos fixos, e os gastos com a mão-de-obra, principalmente a mão-de-obra temporária, originária da situação de parceria.

A safra de café orgânico em 1999/2000 obteve lucro econômico, o que indica capacidade de expansão, atraindo novos investimentos. É uma situação que permanece apenas no curto prazo, pois, num ambiente competitivo, a persistir tal conjuntura, a tendência é a entrada de novos produtores no negócio, aumentando a oferta do produto e afetando o preço final.

Referências bibliográficas

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FERGUSON, C. E. Microeconomia. 19.ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1996. 610p.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Censo demográfico 2000. resultados preliminares. 2000. Disponível: htpp://ibge.gov.br. [capturado em 21 de jan. 2001].

LEFTWICH, R. H. O sistema de preço e a alocação de recursos. São Paulo: Pioneira, 1991. 452p.

MENDES, A. N. G.; GUIMARÃES, R. J. Economia cafeeira: o agribusiness. Lavras: UFLA – FAEPE, 1997.

NICHOLSON, W. Microeconomic theory: basic principales and extension. Orlando: Dryden Press, 1998. 825p.

REIS, A. J. dos; GUIMARÃES, J. M. P. Custos de Produção na Agricultura. Informe Agropecuário, Belo Horizonte, n.143, p.15-22, nov.1986.

REIS, R. P. Introdução à teoria econômica. Lavras: UFLA/FAEPE,1999. 108p.

THEODORO, V. C. de A.; CAIXETA, I. F.; PEDINI, S. Bases para a produção de café orgânico. Lavras: UFLA, 1999. 102p. (Boletim Técnico, n. 38 – Série Extensão).

TROSTER, R. L.; MORCILLO, F. M. Introdução à economia. São Paulo: Makron Books, 1999. 401p.

VARIAN, H. R. Microeconomia: princípios básicos. Rio de Janeiro: Campos, 1994. 710p.

Renato Marques faz parte da PPGA/DAE/UFLA, Luiz Gonzaga de Castro Júnior e Ricardo Pereira Reis são professores e fazem parte da DAE/UFLA.

Fonte: II Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil – Setembro de 2001.

TABELA 1 — Percentual dos custos fixos e variáveis da produção de café orgânico – período 1999/2000, Sul de Minas Gerais
Custos Fixos e Variáveis % do Custo Total
Orgânico
Terra 4,69
Formação de lavoura 8,04
Benfeitorias1 1,08
Máquinas e equipamentos 1,71
* trator 0,56
* implementos 0,19
* veículos 0,15
* lavador 0,13
* secador 0,22
* despolpador 0,24
* beneficiadora 0,22
Calagem
ITR
Custos fixos gerais2 0,33
Custo alternativo 3,55
Custo Fixo Total (CFT) 15,85
Mão-de-obra 66,82
* administradores 1,92
* permanentes 11,91
* temporários 52,99
Insumos 6,64
* adubo N 1,78
* adubo P
* adubo K
* formulado NPK
* micronutriente 0,18
* matéria orgânica 3,37
* fungicida 1,31
* inseticida
* acaricida
* herbicida
* espalhante adesivo
* óleo mineral
* outros
Despesas complementares 5,92
* energia elétrica 2,94
* impostos 0,86
* manutenção/conservação
* combustíveis 0,44
* serviços de terceiros
* outros 1,68
Custo alternativo 4,76
Custo Variável Total (CVT) 84,15
Custo Total (CT) 100
1Casa sede, casa de colono, terreiro, galpão, depósito, etc., 2Balaios, peneiras, ferramentas, enxada, rastelo, etc.
TABELA 2 — Custo econômicos e operacionais médios da produção de café orgânico no período 1999/2000, no Sul de Minas Gerais R$/saca de 60 kg
Manejo Custo Fixo Médio (CFMe) Custo Variável Médio (CVMe) Custo Total Médio1 (CTMe)
Orgânico R$ 19,08 (15,85%) R$ 101,33 (84,15%) R$ 120,41 (100%)
Manejo Custo Operacional Fixo Médio (CopFMe) Custo Oper.l Variável média (CopVMe) Custo Operacional Total Médio (CopTMe)
Orgânico R$ 9,17 (08,76%) R$ 95,59 (91,24%) R$ 104,76 (100%)

FONTE: dados da pesquisa.

http://www.coffeebreak.com.br/ocafezal.asp?SE=8&ID=482