Curiosidades

Argentinos criam massas e bolachas de sorgo

06/11/2017

A Universidade Nacional de Córdoba, na Argentina, apresentou um projeto para agregar valor à cadeia do sorgo. No país vizinho, um dos maiores produtores mundiais do grão, 90% do sorgo é produzido para consumo animal. A ideia é processar o grão para consumo humano e surgiu a partir de uma parceria com a empresa Amylum, que criou o primeiro moinho de sorgo argentino em 2013.

No momento, a empresa não está fazendo moagem porque passa por um processo de reorientação ao mercado da indústria e porque preciosa de mais volume. A Amylum pesquisa o sorgo e seus potenciais desde 2000 e apostam nos mercados para alimentação humana em países como Japão, China, México, Estados Unidos e Europa, especialmente na produção de comida para celíacos.

Para Pablo Ribotta, pesquisador da Universidade Nacional de Córdoba, se usam técnicas tradicionais para definir as variedades de sorgo com maior potencial para alimentos. Ao contrário de outros cultivos, o sorgo não é transgênicos. “Com essa informação, se escolhem as melhores variedades para produzir farinha de valor agregado e testamos inclusive na fabricação de massas, pães e bolachas com resultados muito bons”, descreveu.

Além disso, a pesquisa avança na extração de amidos para produzir amidos modificados que existem atualmente no milho. “Serão uma alternativa com resultados iguais”, disse Ribotta.

O pesquisador insistiu que o sorgo tem a vantagem de ser um cultivo mais rústico que possui custos mais baixos que o milho. “O milho tem uma demanda crescente que o sorgo poderia substituir uma parte o ser a grande alternativa como alimentos sem glúten”, assinalou.

Os pesquisadores ainda destacaram o grande potencial para crescer devido à demanda chinesa. Em 2015, a Argentina exportou 87 mil toneladas para o país asiático, onde o grão também se usa para bebidas alcoólicas. “Temos que avançar com a formação de cooperativa de produtores”, defendeu Eduado De Francisco, da empresa Amylum.

Fonte: Agrolink