Pesca

Pescadores artesanais do Rio Araguaia participam de seminário de projeto liderado pela Embrapa

13/04/2017

Nos dias 18 e 19 de abril, acontece em Caseara-TO seminário em que serão mostrados e discutidos resultados de projeto de pesquisa sobre pesca artesanal no lado tocantinense do Rio Araguaia. O projeto é coordenado pela Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) e envolve diversos parceiros, tanto do Tocantins como de outras regiões do país.

Estão convidadas lideranças de 15 comunidades pesqueiras (sendo 11 colônias de pescadores e quatro aldeias indígenas) de 14 municípios do estado. No seminário, integrantes do projeto falarão sobre diferentes temas relacionados à pesca artesanal, como abate e conservação a bordo no Rio Araguaia, políticas públicas para o setor no estado e a cadeia produtiva e a comercialização do setor no Rio Araguaia.

A equipe do projeto elaborou e vai distribuir um relatório que, além de consolidar as principais demandas percebidas durante as visitas às comunidades feitas em 2016, sugere possibilidades de solução em diferentes níveis de prazo (curto, médio e longo) e relaciona instituições com atuação nas diferentes questões (tecnológicas, ambientais, de políticas públicas e de assistência técnica e extensão rural).

Essa organização de dados e informações, para o pesquisador da Embrapa Adriano Prysthon, coordenador do projeto, colabora para um aprimoramento das atividades de pesca artesanal no lado tocantinense do Rio Araguaia “em vários sentidos, principalmente nas dimensões ambiental, econômica e social. A participação de instituições com diferentes missões proporciona uma visão integrada e complementar para o desenvolvimento de qualquer setor. Não seria diferente na pesca”.

Ele continua explicando que “este projeto de pesquisa não tem a pretensão de resolver todos os problemas da pesca, e nem os resolverá. No entanto, estamos diante de uma oportunidade única: o interesse das principais instituições parceiras (incluindo as colônias), a partir deste projeto de pesquisa, na complementariedade de ações. Ou seja, cada um precisa fazer sua parte”.

O projeto coloca em prática uma metodologia participativa, em que os envolvidos tendem a ser protagonistas do processo de pesquisa. “A abordagem participativa parte da premissa da provocação. Instigar o público-alvo a se analisar e refletir sobre a importância do seu trabalho na comunidade. Na ciência tradicional/convencional, a abordagem dos pesquisadores geralmente é pontual e inadequada, numa visão unilateral que quase nunca considera o conhecimento tradicional do público-alvo. Os resultados, consequentemente, terão pouca ou nenhuma validação por parte dos pescadores”, explica Adriano.

Seminário – O II Seminário Integrador da Pesca Artesanal do Araguaia acontecerá no Parque Estadual do Cantão. Participarão profissionais, além da Embrapa Pesca e Aquicultura, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Tocantins (Ruraltins), do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), da Secretaria do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

Antes do seminário, o Ruraltins, em parceria com a Embrapa Pesca e Aquicultura, a Prefeitura Municipal de Caseara, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura e a Colônia de Pescadores de Caseara promovem um curso de beneficiamento de pescado na forma de carne mecanicamente separada (CMS) e subprodutos.

O público são pescadores artesanais, merendeiras das redes municipal e estadual e comerciantes / barraqueiros de praia. O curso acontece entre 13 e 16 de abril no Centro de Geração e Renda, em Caseara, cidade que fica no Centro-Oeste do Tocantins. Produtos à base de peixe, que serão elaborados durante o curso, atenderão a demanda do seminário dos dias 18 e 19.

Também são parceiros no projeto de pesca artesanal no lado tocantinense do Rio Araguaia a Cooperativa de Trabalho, Prestação de Serviços, Assistência Técnica e Extensão Rural (Coopter) e a Fundação Nacional do Índio (Funai).

Fonte: Embrapa