Cadeia Produtiva

Apicultura migratória

Apicultura migratória

A apicultura migratória se baseia na mudança do apiário de uma região para outra acompanhando as floradas, com o objetivo de incrementar a produção de mel e prestar serviços de polinização. A destruição da vegetação nativa e o surgimento de grandes áreas de cultura, que só fornecem alimento para as abelhas em determinadas épocas do ano, torna a migração imprescindível para o desenvolvimento da apicultura, pois além de levar a novas fontes de alimento, permite também fugir com as colméias quando da aplicação de inseticida nas culturas proximas ao apiário.

A apicultura migratória também pode prestar serviços de polinização para pomares e outras culturas, que dependem da presença das abelhas para sua frutificação e a qualidade de produção, a instalação de colméias em zonas de cultivos de melão, por exemplo, podem aumentar a colheita em até 50%.

A polinização consiste no transporte do grão de pólen desde as anteras até o estigma de um flor. Muitas flores produzem um liquido adocicado, o nectar, que é a principal fonte de carboidratos das abelhas. Quando a abelha suga o nectar, ela acaba ficando com o corpo impregando de pólen e, na próxima visita, ela acabara deixando um pouco deste polén, provocando uma polinização cruzada, neste caso a frutificação é mais abundante, os frutos ganham melhor aspecto e suas sementes se desenvolvem bem, acusando um melhor poder germinativo, além de possibilitar uma variabilidade genética maior dos descendentes, aumentando a possibilidade de surgirem variedades mais produtivas e que se adaptem mais facilmente a novos ambientes.

O desenvolvimento dessa modalidade de apicultura no entanto demanda o desenvolvimento de novas tecnologias, com o uso de equipamentos adequados , que permitam um transporte simples e que tenham uma resistência aos constantes deslocamentos das colméias.

Fonte: http://www.criareplantar.com.br/pecuaria/lerTexto.php?categoria=9&id=254