Cadeia Produtiva

Apicultura cresce expressivamente em Quilombo

16/02/2017

O mel é uma das potencialidades trabalhadas pelo Projeto de Desenvolvimento Econômico e Territorial (DET), desenvolvido pelo Sebrae/SC com a parceria de entidades e órgãos públicos.  O foco é melhorar a qualidade do produto e do manejo, orientar sistemas para criação de novos enxames, genética, sanidade e outras ações. Os resultados são surpreendentes. No município de Quilombo, por exemplo, a apicultura saltou de quatro mil quilos de produção por ano para mais de 30 mil quilos.

O vice-prefeito de Quilombo – um dos municípios que atua fortemente no desenvolvimento da apicultura, Jackson Castelli, confirmou que o trabalho do Sebrae/SC, juntamente com a Prefeitura, Governo do Estado e Associação dos Apicultores e Meliponicultores de Quilombo (AAMQ)  resultou em 32 mil quilos de mel por ano. “Nós acreditamos que, com a inspeção federal obtida e com o trabalho que o Sebrae fez junto aos apicultores, iremos para 100 toneladas em poucos anos. É um incentivo ao incremento na economia das famílias e também no movimento econômico do município, além de termos um produto genuinamente quilombense para levarmos a todo o Brasil”, observou.

O consultor credenciado ao Sebrae/SC, Neuri Riboli, lembra que o projeto iniciou juntamente com a AAMQ com 12 apicultores, em julho de 2011. “Em 2016, encerramos com 35 associados ativos. Nós tínhamos aproximadamente 280 colmeias no início do projeto e chegamos a cerca de 1.400 unidades. A produtividade média, na época, era de 10 a 15 kg por caixa/ano, enquanto que hoje é de 25 kg caixa/ano”.

Hoje a inspeção é uma realidade e a comercialização tornou-se altamente viável para apicultura. “Os produtores melhoraram muito na questão da qualidade da colmeia, manejo, genética e em tudo o que o produtor precisava para viabilizar a atividade nas propriedades. Houve um crescimento fantástico e o espírito de associativismo fortaleceu”, completa Riboli.

O produtor da área de apicultura e presidente da AAMQ, Julcemar Francisco Toazza, lembra que a Associação nasceu em agosto de 1992 e hoje é formada por uma equipe de apicultores que tem objetivos definidos e metas pré-estabelecidas. “Primamos por um trabalho solidário por algumas razões. A mão de obra está escassa em todos os setores e mais ainda nesta atividade que era feita baseada na cultura de nossos ancestrais. Buscamos manejo adequado de acordo com a época e primamos pela melhoria da produtividade de acordo com técnicas atualizadas”, afirma.

Outra conquista, segundo Toazza, foi a Casa de Extração e Envase do Mel, que atende toda a região. “Os apicultores estão motivados a investir cada vez mais, tanto tecnicamente em conhecimentos, quanto em material de qualidade padronizado. O retorno financeiro já é visível. A produtividade é boa e temos excelentes expectativas para a safrinha de fevereiro e março”, conclui.

O DET visa promover o desenvolvimento econômico e a transformação da realidade local. São beneficiados empreendedores individuais, empresas de pequeno porte, microempresas, potenciais empreendedores, empresários e produtores rurais. “Estamos atingindo nosso objetivo de dinamizar a economia regional com o aproveitamento das potencialidades locais nos vários segmentos em que o DET atua”, avalia a gestora local do programa Marieli Aline Musskopf.

Os resultados das ações de apicultura e demais projetos do DET foram apresentados, recentemente, no espaço do DET, na 19ª edição do Itaipu Rural Show, promovida pela Cooper Itaipu, em Pinhalzinho.

Fonte: Agrolink