Cadeia Produtiva

Colméia

LANGSTROTH

Em seu habitat natural, as abelhas se alojam em cupinzeiros, ocos de pau e frestas de pedras. Com a valorização crescente dos produtos apícolas, passou-se de sua extração pura e simples à “criação em cortiços” – criação em caixas fixas sem dimensões definidas. Posteriormente, com a adoção de novas técnicas, surgiram colméias racionais, entre as quais a padrão, idealizada por Langstroth. Também conhecida como colméia standard ou americana, é atualmente a mais usada em escala mundial, por atender às necessidades biológicas de suas ocupantes.

A colméia Langstroth é constituída por:

Assoalho ou fundo móvel, que protege sua parte inferior e abriga o alvado;

Ninho (com dez quadros), onde se desenvolverão os favos para depósito de mel, pólen ou crias;

Melgueira (com dez quadros), onde será depositado o mel;

Quadros ou caixilhos Hoffman, que são estruturas de madeira abertas e servem de suporte para desenvolvimento dos favos; são móveis, facilitando a vistoria do interior da colméia;

Tampa;

Alvado, que é a abertura de entrada e saída das abelhas; e

Pegadores.

Há apicultores que usam a melgueira com a mesma altura do ninho (24 cm), para facilitar o manejo apícola. Outros preferem utilizar melgueiras de menor altura (as meias-melgueiras, de 14,2 cm), alegando menor peso para manuseio e maior rapidez na maturação do mel.

A madeira para a construção das colméias deve ser leve, para facilitar o manejo, e não pode apresentar cheiros fortes, que afugentam as abelhas. O pinho é muito usado na construção das colméias.

Para pintar as colméias, recomenda-se o uso de tinta a óleo de cor clara (amarela, branca, azul-clara), já que as tonalidades escuras costumam deixar as abelhas mais agressivas. As colméias devem ser dispostas alternadamente, em cores diferentes, para facilitar os vôos de ensaio das abelhas.

As colméias devem ser apoiadas em suportes de madeira, metal ou alvenaria. E muito usado, com eficiência e economia, um tronco ou cano com uma cruzeta, um cone protetor cheio de óleo queimado para impedir ataques de formigas e um segundo cone, invertido, para evitar a queda de abelhas e água da chuva dentro do primeiro.

Fonte: www.ufv.br