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Aminoácidos contribuem para incremento de produtividade no algodão

24/11/2016

No mês de dezembro, tem início o plantio do algodão no estado brasileiro do Mato Grosso, principal produtor do cultivo no país. Com desafios relacionados ao clima, ao solo e a pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, o manejo nutricional ao longo do desenvolvimento da planta é essencial para auxiliar o produtor em bons resultados na colheita. Na região mato-grossense, o uso de soluções à base de aminoácidos e precursores hormonais tem contribuído para um acréscimo de 3% a 4% na produção.

“Os aminoácidos agem como se fossem um energético para a planta, facilitando a entrada de outros micronutrientes como boro e manganês. Consequentemente há melhor desenvolvimento, nutrição e enchimento do fruto”, explica o consultor de algodão na cidade de Campo Verde (MT), Thiago Ferreira Gomes. De acordo com o técnico, com a aplicação foi possível observar um aumento de dois a três miligramas por quilo no algodão colhido.

Segundo o engenheiro agrônomo da Alltech Crop Science no estado do Mato Grosso, Clovis Leite, o algodão é uma cultura muito exigente, por isso é importante investir no pegamento de suas estruturas. “Se você consegue manejar uma boa nutrição, trabalhar uma condição hormonal balanceada ao longo de seu ciclo, você tem uma melhora na condição do pegamento dessas estruturas refletindo diretamente na produtividade”, afirma.

Os especialistas ainda destacam que a ferramenta é tendência e, por ser natural, simplifica a absorção de nutrientes pela planta sem causar estresse inicial ao vegetal. “São soluções leves, que o cultivo consegue aceitar com facilidade, sem gerar desconforto na planta. Quando colocados, a absorção é quase imediata, porque a planta recebe bem, ela se identifica”, conta Gomes.

De acordo com Leite, toda essa prática de manejo tem consequência direta na rentabilidade da produção na região. “A ideia de trabalhar com os aminoácidos e com os precursores hormonais é alcançar essas condições de redução do estresse ambiental, melhoria do pegamento das estruturas do algodão e ter uma melhor rentabilidade, que é o foco do produtor”, finaliza.

Fonte: Agrolink