Afinal, o que são alimentos saudáveis? Existe alimento bom ou ruim?

O Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) anunciou o lançamento de uma “plataforma de inovação tecnológica” para esclarecer a importância e os benefícios dos alimentos e bebidas industrializados. Disponível no site www.alimentosprocessados.com.br, o conteúdo tem o objetivo de derrubar mitos e disponibilizar conhecimento.

“O consumidor atual quer mais saúde e, dentro do universo da alimentação, procura por alimentos mais saudáveis. Afinal, o que são alimentos saudáveis? Existe alimento bom ou ruim? A busca por alimentos “sem” ou “livre de” é uma tendência, mas baseada em quê? Falta respaldo científico, entretanto se propaga pelos consumidores como sendo negativos para a saúde, por exemplo, glúten, lactose, transgênicos, gordura trans e os convencionais”, explica Luis Madi, diretor geral do ITAL.

O Instituto é ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, e tem realizado pesquisas sobre outros produtos que podem levar os consumidores a pagarem mais caro, por terem a expectativa de obter benefícios cientificamente não comprovados.

“Particularmente, em relação aos produtos orgânicos existe a crença, por parte dos consumidores, de que são produtos mais saborosos, com maior valor nutricional, maior concentração de vitaminas, aumento da imunidade, etc. Porém, os estudos avaliados pelo ITAL relatam que, do ponto de vista sensorial e nutricional, não há evidência científica para afirmar que os alimentos orgânicos são superiores aos convencionais”, afirma Madi.

Segundo ele, a alegação de que os alimentos orgânicos são mais nutritivos e saborosos é fundamentada em trabalhos específicos selecionados com resultados favoráveis e com várias omissões. “É importante considerar que, desde que sejam empregadas boas práticas de produção, tanto alimentos convencionais quanto orgânicos são seguros, de qualidade e saborosos, podendo ser consumidor sem qualquer receio”, conclui.

Luis Madi é engenheiro de alimentos pela Unicamp e mestre em embalagem de alimentos pela Michigan State University (EUA), sendo ainda membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS).

Fonte: Agrolink