Soja

Adubação e Calagem

Adubação

A soja exige mais nutrientes para seu desenvolvimento e produção que os cereais.

Segundo MALAVOLTA, ela retira do solo para a produção de grãos as seguintes quantidades de elementos nutrientes:

Produção
kg/ha
Elementos (kg/ha)
N P2O5 K2O
1.000 57,8 17,4 20,3
1.500 86,7 26,1 30,4
2.000 115,6 34,8 40,6

E o nitrogênio é o elemento mineral que a soja requer em maior quantidade. Tendo em conta essa necessidade, era de se esperar respostas acentuadas da soja a aplicação de adubos químicos nitrogenados. Entretanto, até o presente, trabalhos de pesquisa não têm mostrado vantagem do uso desses fertilizantes.

Na falta de resultados consistentes da adubação nitrogenada, é conveniente dar à cultura da soja as melhores condições de aproveitamento do nitrogênio do ar. Essas condições são estabelecidas quando as recomendações para a inoculação são observadas.

O fósforo é de particular importância para a produção de soja. Em nossos solos, geralmente pobres desse elemento, grandes quantidades de fertilizantes fosfatados são necessárias para obtenção de elevados rendimentos.

A ação do fósforo não se limita apenas à função específica de nutrição. Ele proporciona bom desenvolvimento do sistema radicular, influindo, portanto, em todo o desenvolvimento da planta, e conseqüentemente no rendimento dos grãos. Favorece também o desenvolvimento das bactérias fixadoras de nitrogênio. Seu aproveitamento é máximo quando o pH do solo está situado entre 6 e 7. Dentre os adubos fosfatados, o superfosfato simples é especialmente recomendado, por conter, além do fósforo, o cálcio e o enxofre.

O potássio, de modo geral, não tem levado a aumento de rendimentos, mas seus efeitos são sentidos na maior retenção da vagem na haste, na redução da deiscência, na melhoria da qualidade das sementes e na maior resistência da planta a doenças. Nos casos de grande deficiência no solo, o potássio proporciona aumento de rendimentos.

O sal mais empregado para as adubações potássicas é o cloreto de potássio. Este e outros sais potássicos devem ser usados com cautela, porque causam injúrias nas sementes quando ficam em contato com elas.

O primeiro passo para o emprego de uma adubação equilibrada e econômica é mandar analisar o solo, pois, de posse dos resultados, da análise, o Técnico recomendará as doses corretas de fertilizantes. Se por qualquer razão a análise não foi feita, as seguintes doses de adubos fosfatados e potássicos poderão ser usados em uma safra, com resultados razoáveis.

Abubos Quantidade
kg/ha kg/alqueire
Superfosfato simples 400 960
Cloreto de potássio 50 120

Convém lembrar que as respostas á adubação serão melhores se o terreno estiver com acidez corrigida.

Calagem

Para explorar convenientemente a cultura da soja e indispensável a incorporar calcário dolomítico ou calcítico nos solos que estão com pH inferior a 5,5 , ou com teores baixos de cálcio e magnésio.

Solos com pH inferior a 5,5 podem contar alumínio e manganês em quantidades tóxicas para as plantas, e não possuem condições apropriadas para o trabalho eficiente das bactérias fixadoras de nitrogênio. O cálcio e o magnésio, componentes do calcário, são elementos importantes para a nutrição da soja, e bem para a atividade das bactérias.

A quantidade de calcário a ser aplicada no terreno é determinada através da análise do solo, que fornece ao Técnico indicação das condições em que o solo se encontra.

A aplicação do calcário deve preceder o plantio em pelo menos 90 dias. Obtém-se efeito mais rápido e mais intenso do calcário quando ele é de granulação fina e sua incorporação é feita em duas parcelas uma antes e outra depois da aração.

Calculo da Adubação e Calagem

Adubação de plantio: Em função dos teores de fósforo e potássio dados pela análise do solo.

Teor de potássio trocável – mg/100 cm3
Teor de fósforo
(resina) em
mg/cm3
0,00 – 0,07 0,08- 0,15 > 30
quantidade de fertilizantes a aplicar – kg/ha
N P K N P K N P K
00 – 06 0 70 40 0 70 30 0 70 10
07 – 15 0 50 40 0 50 30 0 50 10
16 – 40 0 40 40 0 40 30 0 40 10
> 40 0 20 40 0 20 30 0 20 10

Calagem: A quantidade de calcário deve ser calculada com base na análise do solo acordo com a fórmula:

N.C. = T(V2 – V1) x f
100

NC = necessidade de calcário em ton/ha
T = capacidade de troca catiônica do solo ou a soma de K+Ca+Mg +H + AI, em e.mg/100 cm3 de terra, dados pela análise do solo.
V2 = porcentagem de saturação de bases desejadas, para usar 70%
V1 = porcentagem de saturação de bases fornecidas pela análise do solo
f = 100/ORTN; fator de correção considerando a qualidade do corretivo,  sobretudo o grau de finura; pode-se usar f = 1,5

Fonte: http://www.criareplantar.com.br/agricultura/lerTexto.php?categoria=47&id=681