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Adubação biológica, mais produtividade com maior rentabilidade

22/09/2015

A agricultura brasileira, ao longo dos anos, tem sofrido o peso da compactação do solo e como resultado está chegando numa crise produtiva importante e preocupante em várias regiões do país, onde os custos de produção tendem a ser maiores.

O solo compactado ao longo dos anos faz com que as plantas agricultáveis (soja, milho, girassol, trigo, cana-de-açúcar, citricultura, café, hortaliças, pastagens e outras) tenham dificuldade para obter melhor enraizamento impedindo que nutrientes cheguem às folhas e a toda planta.

De acordo com a engenheira agrônoma e representante da Microgeo em Missões (RS) e no Estado, Maísa D. Wohlenberg, a compactação do solo por definição é o aumento da densidade e redução de poros que ocorre devido a manejos não conservacionistas, tais como, operações físicas em condições de umidade acima da capacidade de campo, correções químicas do solo feitas com doses excessivas e a monocultura.

“Os reflexos diretos dessa compactação do solo é a redução das respostas às adubações e ataques de pragas e doenças, fatores que estão diretamente ligados ao menor enraizamento e a falta de água no solo”, reforça Wohlenberg.

Segundo Maísa, como a cultura não absorve os nutrientes provenientes das adubações, se desequilibra nutricionalmente e se torna suscetível ao ataque de pragas e doenças, resultando em uma menor produção e rentabilidade. Algumas técnicas utilizadas para resolver o problema de compactação do solo por muitas vezes não atingem o objetivo, pois somente tentam corrigir os efeitos e não atuam na causa do problema. E conclui: “Além disso, as adubações químicas, se mal administradas podem chegar a agravar ainda mais o problema”.

Adubação biológica

A adubação biológica tem sido a solução de baixo custo para mais de 4 mil agricultores no Brasil e em estados como no Rio Grande do Sul com mais de 50 mil hectares adubados com a técnica.

De acordo com o agricultor gaúcho Adroaldo Girotto, de Palmeira das Missões (320 km de Porto Alegre) o trabalho da Microgeo tem se mostrado eficiente, inclusive com resultado. “Comecei aplicando a adubação biológica em 40% da propriedade há dois anos e agora vamos passar para 100% devido à qualidade da terra e do aumento da produção. Tivemos aumento de 10,8 sacos por hectare em relação ao ano anterior”, declarou Girotto.

O conceito da Adubação Biológica produzida com Microgeo, produto da empresa Microbiol, é: “Através de uma biofábrica local, trabalha-se a biodiversidade ecológica do solo trazendo benefícios multifuncionais ao agricultor”. Benefícios que são provenientes da reestruturação do solo.

Segundo o pecuarista de leite, Joelson Pertuzatti, de Rondinha (360 km de Porto Alegre), a adubação biológica tem se adaptado às pastagens, milho e à silagem. “Uso adubação biológica há dois anos. Comecei a usar porque o solo estava compactado demais. Com a adubação biológica melhorou a descompactação e hoje uso em 100% da propriedade que está dividida em 50% pastagem e 50% milho”, explicou o produtor. Houve  reflexo na produção de leite de suas vacas holandesas no inverno, quando produzem em média 35 kg de leite/vaca/dia.

Biofábrica de baixo custo pra produção da adubação biológica
Para ter um biofábrica na fazenda é preciso ter um tanque com poucos equipamentos, colocar água, 15% de esterco bovino, 5% de MICROGEO®, aguardar 15 dias para aumentar as bactérias, fungos e actomicetos e depois retirar diariamente ou a cada sete dias, dependendo do manejo da fazenda.  O valor investido varia em cada região do País. São aplicados em todo de 300 litros a cada ciclo, dependendo da dinâmica da fazenda, se for aplicar 7,5kg de MICROGEO®, o agricultor vai investir R$ 75,00 por hectare por ciclo de cultura referente aos 150 litros por hectare.

Microgeo resolve e vai além
Os produtores estão cientes das limitações que o longo tempo de monocultura vem trazendo para suas lavouras. Identificam o principal problema que passa por compactação do solo, pouco enraizamento, pragas de solo, nutrientes retidos e indisponíveis no solo, baixa retenção de água, alto custo de produção, baixa lucratividade, etc . Conseguem reverter o quadro atuando na causa do problema com o Microgeo e ainda vai além obtendo mais vantagens.

Fonte: Agrolink