Adição de silício pode fortalecer as plantas

ulleo (CC0), Pixabay

22/08/2018

Cientistas da Universidade de Delaware, e pesquisadores do Instituto Hawkesbury do Meio Ambiente da Universidade de Western Sydney, na Austrália, afirmam que a adição de silício no solo pode ajudar a fortalecer as plantas contra potenciais predadores. De acordo com Ivan Hiltpold, um dos responsáveis pela pesquisa publicada recentemente na revista Soil Biology and Biochemistry, o silício acaba prejudicando o desenvolvimento de fungos e afastando insetos.

“Esta pesquisa demonstrou um efeito cascata. Temos silício e outros nutrientes vegetais no solo, temos os fungos que interagem com a planta e os metabólitos e toda a química das plantas tem impacto no desenvolvimento dos insetos”, explica o pesquisador.

Segundo Hilpold, o silício é o segundo elemento mais abundante do mundo depois do oxigênio, mas por estar na forma de pedra ou mineral, não está disponível para o uso de plantas. Ao modificar o solo com sílica, uma forma de silício que as plantas podem absorver facilmente, os pesquisadores as ajudaram a criar pequenas partículas chamadas fitólitos para se defender contra insetos herbívoros e possivelmente roedores.

“A planta constrói esses tipos de pedras em seus tecidos, o que reduz a digestibilidade do material vegetal porque não é muito fácil de as digerir. Além disso, essas pedras machucam a boca de insetos e possivelmente roedores. Se seus dentes não estão realmente cortando, então você não pode comer tanto quanto você puder. Tudo isso adicionado irá reduzir o impacto da ‘herbivoria’ na planta”, comenta.

Com testes realizados em plantações de cana de açúcar, os pesquisadores descobriram que altos níveis de concentração de silício diminuíram o crescimento de insetos e o consumo de raízes, o último em 71%. “Como pragas do solo, elas são realmente difíceis de controlar porque são difíceis de alcançar com inseticidas e são difíceis de monitorar. Nós realmente não sabemos onde eles estão antes de ver o dano na planta, e geralmente é tarde demais. Ter opções para controlá-los é sempre bom”, finaliza.

Fonte: Agrolink