Espécie

Abelhas

Existem 20.000 espécies de abelhas. São em 12 famílias, derivadas da Superfamília Apoídeos e Ordem dos Himenópteros. Estas se divivem em com ferrão ou sem.
Todas contribuiem na fecundação das plantas, aumentando a produção de flores, frutos e grãos. Na maioria das espécies, distinguem-se em 3 tipos de indivíduos: rainhas (possuem ferrão utilizado somente para postura), zangões (sem ferrão) e operárias (que possuem ferrão).
Uma colméia desta espécie, contem média de 50 a 60 mil espécimes, sendo a maioria composta de operárias, alguns zangões e apenas uma rainha. O tempo de vida da rainha varia de 2 a 5 anos, e o zangão cerca de 80 dias. As operárias uma média de 35 dias. Todas passam pela metarmofose de ovo – larva- pupa-adulto. A rainha fêmea fértil depois de fecundada por vários zangões armazena espermatozóides por toda a vida podendo botar até 2 mil ovos na época da florada. Os zangões nascem de óvulos não fecundados.
Uma abelha visita dez flores por minuto em busca de pólen e néctar e fazendo em média 40 vôos diários.
No Brasil vivem 6 famílias de abelhas: Coletídeos, Andrenídeos, Halictídeos, Megaquilídeos, Antoforídeos e Apídeos. Ao todo dão um total aproximado de 150 espécies conhecidas.
Destas se dividem em 2 grupos:
-Lambedouras: Abelhas que lambém o néctar das flores, também chamadas de abelhas de língua curta. Famílias: Coletídeos, Andrenídeos e Halictídeos.
-Sugadoras: Abelhas que sugam o néctar nas flores. Também chamadas de abelhas de língua longa. Famílias: Megaquilídeos, Antoforídeos e Apídeos.
A entrada da colméia, varia com a espécie, onde a mandaçaia por exemplo, faz de barro, com um furo no centro para saída e entrada delas. Outras fazem com cêra. Cada abelha possuí também um caractere próprio, onde a mandaçaia é preta com listras amarelas no abdômen. Já a iraí é toda preta. A pé-de-pau, é cinza escura com dorso amarelo escuro.
A criação de abelhas para o aproveitamento do mel, se chama Apicultura, nome que vem da família Apídeos. Pesquisadores afirmam que nunca existiram no Brasil, abelhas com “ferrão”, as que possuem, foram introduzidas no país, trazidas da Europa e África, do século 18 em diante. Como exemplo a abelha-africana (Apis mellifera). As abelhas nativas que são sem ferrão, nunca interessaram os apicultores, por serem de difícil domesticação e pouca produção de mel. Daí onde foram importadas abelhas de outros continentes que produzem muito mais mel, e cruzaram entre elas, originando espécimes híbridos. As abelhas nativas são responsáveis pela polinização de cerca de 90% das árvores brasileiras e sua extinção significaria o desaparecimento das matas e selvas! Os inimigos naturais são pássaros como o bem-te-vi que devoram dezenas de exemplares de uma só vez, e mamíferos como a irara que atacam a colméia para obtenção do mel.

As abelhas brasileiras mais conhecidas são:
jataí (Tetragonisca angustula)
uruçu (Melipona scutellaris)
tiúba (Melipona compressipes)
jandaíra (Melipona subnitida)
borá (Tetragona clavipes)
mandaçaia (Melipona quadrifasciata)

Fonte: http://www.agriculturaorganica.xpg.com.br/Abelhas.htm