Pecuária

Abate de bovinos imunocastrados com Bopriva é regulamentado pelo Mapa

O abate de bovinos submetidos à castração imunológica com a vacina Bopriva já está regulamentado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Lançada pela Pfizer Saúde Animal no Brasil em maio de 2011, Bopriva permite a castração imunológica de bovinos machos e fêmeas. A tecnologia tem sido adotada por pecuaristas e frigoríficos brasileiros para melhorar a qualidade da carcaça e controlar o comportamento do rebanho, sem prejuízos ao bem-estar animal e os riscos de complicações pós-cirúrgicas ocasionadas pela castração convencional.

O produto já havia sido aprovado no Brasil em novembro de 2010 e, recentemente, o MAPA estabeleceu os parâmetros que pecuaristas e frigoríficos brasileiros devem seguir para que os animais vacinados com Bopriva sejam reconhecidos como castrados no abate. A vacina é administrada com duas doses injetáveis (dose e reforço) na tábua do pescoço e pode ser associada a outros manejos de rotina.

A primeira dose de Bopriva atua sensibilizando o sistema imunológico do bovino, para que ele comece a produzir o efeito desejado após a segunda dose. “Recomendamos que o intervalo entre as doses seja de 12 semanas para animais terminados a pasto. O efeito do produto é temporário e sua ação dura, em média, cinco meses após a aplicação da segunda dose”, explica Fernanda Hoe, gerente de produto da unidade de negócios Bovinos da Pfizer Saúde Animal. Caso seja desejado um período de ação mais longo, uma terceira dose pode ser aplicada, proporcionando mais cinco meses de efeito.

De acordo com a circular emitida pelo MAPA, os animais imunologicamente castrados devem ser encaminhados aos frigoríficos acompanhados pelo atestado de vacinação e esta documentação de controle deve ser disponibilizada ao Serviço de Inspeção Federal (SIF) local sempre que solicitada.

“A regulamentação dos abates dos bovinos imunocastrados com Bopriva pelo MAPA é mais um reconhecimento importante da eficácia e segurança da vacina. A adoção de um protocolo vacinal adequado é imprescindível para que o pecuarista obtenha os resultados esperados, sendo que, em relação à melhoria do acabamento de carcaça, a genética, o manejo e a nutrição do gado têm influência direta no resultado. Para tanto, temos realizado um ciclo constante de seminários e visitas técnicas de orientação sobre Bopriva em todo o País. Trata-se de uma tecnologia pioneira e, portanto, este trabalho é de extrema importância”, finaliza Fernanda.

Marisa Franco
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Fonte: http://www.grupocultivar.com.br/site/content/noticias/?q=24446#24446