Produtivo

A Transformação do Látex

Para extrair o látex da seringueira, faz-se um corte cuidadoso no tronco dessa árvore, por onde a seiva branca e leitosa flui. Cerca de 30% a 35% do látex é borracha pura. O restante é formado por água e outras substâncias. Depois de recolhida, a seiva é transformada em borracha crua pelo processo de coagulação. O látex recebe substâncias químicas que fazem com que as partículas de borracha se separem dos outros materiais. Essa borracha é macia, sem elasticidade e inodora, mas pode deteriorar-se rapidamente em contato com o ar. Por meio da vulcanização, o material ganha elasticidade e resistência. Esse processo é obtido com a mistura de enxofre à borracha. De acordo com o grau e o tempo de aquecimento do composto, a borracha adquire flexibilidade ou enrijecimento, tornando-se, então, invariável às mudanças de temperatura.

Alguns seringueiros ainda utilizam um método primitivo de extrair a borracha crua do látex, secando a seiva na fumaça de uma fogueira.

A Química da Borracha

Na borracha natural, milhares de minúsculas moléculas de isopreno ligam-se para formar uma molécula gigante em forma de cadeia. Os químicos chamam essas moléculas em cadeia de polímeros, o que quer dizer muitas partes. As moléculas simples, como a de isopreno, são chamadas de monômeros.

A estrutura particular do polímero da borracha em forma de cadeia explica por que esta substância é elástica. As moléculas do polímero de uma borracha não esticada permanecem dobradas sobre si mesmas, como molas irregulares. Ao esticar-se a borracha, as moléculas distendem-se. Ao soltar-se a borracha, a cadeia de moléculas volta à posição anterior.

O enxofre estabelece ligações cruzadas entre as cadeias da borracha, dando-lhe elasticidade. Na borracha não-vulcanizada, as cadeias podem mover-se. Por essa razão, essa borracha não tem elasticidade. Durante a vulcanização, obtida com a introdução de átomos de enxofre na cadeia do polímero natural, as linhas cruzadas ligam as cadeias entre si, de forma que elas não podem mais passar de um lugar para outro. Isso dá elasticidade e resistência ao produto vulcanizado. O número de ligações aumenta de acordo com a quantidade de enxofre adicionada ao composto. Com grandes quantidades, a borracha torna-se mais rija e menos elástica, até transformar-se em borracha dura.

Borracha Sintética

Os materiais semelhantes à borracha obtidos a partir de produtos químicos são denominados borracha sintética. As pesquisas para criar um substituto para a borracha natural tiveram início nas primeiras décadas do séc. XX, em virtude dos altos preços e do temor de desabastecimento desse produto.

A primeira borracha sintética surgiu na Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial. Era um polímero de dimetil butadieno (C4H6), muito inferior à borracha natural. Entre 1930 e 1935, os alemães produziram várias borrachas sintéticas de boa qualidade.

Quando estourou a Segunda Guerra Mundial, em 1939, a Alemanha já fabricava dois tipos principais de borracha sintética: buna S, feita de butadieno (um gás) e estireno (um líquido feito de alcatrão de hulha e petróleo); e buna N, feita de butadieno e acrilonitrila (um líquido obtido a partir do acetileno e do ácido cianídrico).

Antes de 1939, os norte-americanos produziam pequenas quantidades de vários tipos de borracha sintética.

Quando os japoneses ocuparam as regiões produtoras de borracha natural do Extremo Oriente, em 1942, e cortaram o fornecimento dessa matéria-prima, os EUA desenvolveram uma grande indústria de borracha sintética praticamente da noite para o dia.

Após a Segunda Guerra Mundial, a produção de borracha sintética expandiu-se para outros países, substituindo a borracha natural.

O tipo mais utilizado é o obtido a partir de butadieno e estireno

Fonte: www.klickeducacao.com.br