Pecuária

A Ovinocultura leiteira no Brasil

É bastante difícil afirmar a origem exata da utilização dos ovinos (Ovis aries) para a produção de alimentos. Sabe-se que rebanhos acompanharam o desenvolvimento da civilização no Mediterrâneo. No Antigo Testamento apareceram relatos que as ovelhas já acompanhavam o homem, bem como relatos da ordenha de ovelhas e da produção de queijos. 

É bastante difícil afirmar a origem exata da utilização dos ovinos (Ovis aries) para a produção de alimentos. Sabe-se que rebanhos acompanharam o desenvolvimento da civilização no Mediterrâneo. No Antigo Testamento apareceram relatos que as ovelhas já acompanhavam o homem, bem como relatos da ordenha de ovelhas e da produção de queijos.
Os países europeus, asiáticos e do Norte africano tem uma tradição milenar na produção e consumo de queijos de leite de ovelha. Sendo assim, existem no mundo mais de 100 milhões de ovelhas que são ordenhadas com uma produção estimada em 7,8 milhões de litros de leite por ano equivalente a 1,3 do total de todas as espécies produtoras de leite (FAO, 2001). Mundialmente, o leite de ovelha é muito apreciado não somente pelas qualidades gastronômicas, mas também, por sua inocuidade para pessoas que possuem intolerância à lactose do leite da vaca. Normalmente consome-se na forma de queijos, iogurte, sorvetes e, uma pequena porção, na forma de leite fluido. O leite ovino tem o dobro do rendimento na produção de queijo, em comparação com o leite de vaca. O iogurte é mais fino, mais leve e em torno de 50% mais nutritivo.
Embora a ordenha de ovelhas pareça algo novo e original em nosso país, na Europa e Oriente Médio é realizada há aproximadamente 2000 anos. Durante muitos anos, a ordenha era feita manualmente, o que exigia esforço físico e, freqüentemente, era realizada ao ar livre, expondo os ordenhadores ao tempo e prejudicando a qualidade microbiológica do leite. Atualmente é possível encontrar ordenhadeiras específicas para espécie no mercado.
A produção de leite de ovelha é uma atividade significativa para a indústria ovina no mundo. Em regiões menos favorecidas o leite de ovinos, por seu alto valor nutritivo, é um componente importante no sustento de milhões de famílias. Por outro lado, a produção leiteira industrialmente organizada, concentra-se nos países mais, desenvolvido do mediterrâneo e esta crescendo na Austrália e em Israel.
Na Austrália, a indústria queijeira ovina limita-se a três criatórios na região de Nova Gales do Sul. Existe também, uma unidade, experimental de leite de ovelha no Instituto Yanco.
No final da década de 70, começou a ser desenvolvida um projeto na Argentina, para a produção de leite de ovelha. Até o presente momento trinta produtores estão distribuídos pelo país. Destes, sete estão produzindo queijos e os demais exploram a venda de materiais genéticos. A maioria está reunida em associações como “Associação Argentina de Produtores Artesanais de Queijos de Ovelha” (AAPAQO) e a “associação de ovinos Frisona da Argentina”.
No Uruguai, alguns criadores estão começando a considerar a produção de leite de ovelha uma atividade economicamente viável. Nesse país, o Instituto Nacional de Investigação Agropecuária (INIA) tem desenvolvido pesquisas trabalhando com o rebanho ovino leiteiro.
Os primeiros ovinos com aptidão leiteira no Brasil foram importados pela França, em 1992, pela cabanha Dedo Verde, localizada no município de Viamão (RS). A raça introduzida foi a Lacaune era limitada às ovelhas desta zona. Atualmente, ovelhas de outras regiões da França como Camarés, Larzac, Platôs, Rodez, Ségala e Lauragaise também adotaram o nome Lacaune.
A fusão destas raças era particularmente justificada pelo melhoramento dos rebanhos tendo em vista a organização de uma seleção sobre aptidão leiteira. Esta população ovina recebeu sucessivas infusões limitadas das raças Merino e Southdown. Após seleção leiteira em seus rebanhos, estimulada em seguida pela instalação dos primeiros laticínios em Roquefort.
A raça Lacaune, apesar de ter sido introduzida a poucos anos no RS, adaptou-se às condições de clima e alimentação do estado. Dados de campo mostram que uma fêmea adulta chega a produzir 4 litros de leite por dia, no pico da lactação, que ocorre ao redor dos 30-35 dias pós-prato. Durante o período de lactação, aproximadamente 150 dias, uma ovelha produz em media 1,9 litros por dia. Essa pequena produção é estimulada pelo excelente rendimento no seu beneficiamento. Com aproximadamente cinco litros de leite de ovelha é possível fazer 1 quilo de queijo.

Fonte: www.casadaovelha.com.br

Diessa Fagundes Azambuja
Acadêmica do Curso de Zootecnia da UNIPAMPA/Campus de Dom Pedrito

Fonte:

http://www.uniovinos.unipampa.edu.br/index.php?option=com_content&view=article&id=106:a-ovinocultura-leiteira-no-brasil&catid=14:artigos&Itemid=32