Sisal

Sisal

O Brasil é o maior produtor de fibra do sisal do mundo, e no Estado da Bahia concentra-se 95% da produção sisaleira do País.  O sisal é cultivado em 68 municípios do semiárido baiano e representa a principal atividade econômica dessa região. Milhares  de famílias sobrevivem diretamente da atividade sisaleira.

A SECTI definiu como um dos setores econômicos prioritários a agricultura familiar e as várias cadeias produtivas que são importantes receptoras das novas tecnologias em seus diferentes graus de complexidade, com destaque para a cadeia produtiva do sisal.

Diante desse contexto, foi desenvolvido pela Secretaria o Projeto Sisal de Base Tecnológica, que tem como objetivo apoiar e financiar a pesquisa e o desenvolvimento de processos e de novos produtos voltados para a inovação e serviços tecnológicos que possam contribuir para a eficiência, a agregação de valor, a sustentabilidade desta fibra natural, estimulando efetivas parcerias estaduais, nacionais e internacionais entre pesquisadores e os vários integrantes da cadeia produtiva, promovendo a geração de negócios e investimentos.

Através dessas ações, a SECTI mantém e aprimora a missão de promover e articular o desenvolvimento tecnológico e a inovação no Estado da Bahia, coerente com as estratégias territoriais e com o marco objetivo do Governo da Bahia que é o Desenvolvimento Econômico Sustentável.

METAS DO PROJETO

1- Implantação de uma Biofábrica, em parceria com a UFRB, para produção de mudas por micropropagação das espécies do Híbrido 11648, Agave Tequilana e Agave Sisalana;

2- Viveiros aclimatadores, nos municípios produtores identificados pelos Estudos Agroecológicos, visando fomentar a diversificação de outras espécies de Agaves produzidas pela Biofábrica;

3- Viveiros de distribuição das mudas aclimatadas em municípios identificados por critérios técnicos pelos Estudos Agroecológicos;

4- Implantação de Unidade Piloto Estacionária de Desfibramento Contínuo, com separação da mucilagem, suco e bucha de campo;

5- Contratação de consultoria UNESP visando definir processos de aproveitamento do suco;

6- Desenvolvimento de projetos para a produção de Compósitos destinados às industrias automobilística, construção civil, eletroeletrônica, moveleiro e fibrocimento;

7- Implantação de unidades para produção de ração animal, a partir da mucilagem obtida do desfibramento da folha do sisal;

8- Desenvolver, em parceria com o SINDIFIBRAS e a FAO – Organização da Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, através do CFC- Fundo Comum de Commodities,  projeto piloto para produção de fungicidas de uso humano e vegetal e bioinseticidas;

9- Pesquisas no uso do feno de resíduo do sisal adicionado a parte aérea da mandioca na alimentação de ovinos.

10- Em desenvolvimento final, pesquisa para a produção de cogumelos comestíveis utilizando o resíduo de sisal, que resulta numa alimentação vegetal altamente protéica.

Novas utilizações do sisal

Essas alternativas encadeadas para a ampliação do mercado do sisal, permitem mudar a realidade da região semiárida na Bahia, agregando valor aos produtos, gerando emprego e renda para os produtores e desenvolvendo uma perene sustentabilidade da cadeia do sisal.

O Agave Sisalana (Sisal) é a fibra vegetal mais dura que existe, por isso tem fácil adaptação na região semiárida baiana, além disso, as condições de solo e clima impossibilitam outros cultivos em regime de sequeiro.

A cultura do sisal possui a sua produção concentrada nos 20 principais municípios produtores do Brasil. Segundo dados do IBGE de 2010, o sisal aparece na terceira posição, ultrapassando  em números grandes culturas como a soja, o palmito e o algodão.

A CULTURA DO SISAL E SUA IMPORTÂNCIA PARA O ESTADO DA BAHIA

  • A região Semiárida do Estado da Bahia está compreendida de 265 municípios (63,55%);
  • O setor sisaleiro na Bahia, responde por 95,65% da produção nacional;
  • Dentre os municípios inseridos no Semiárido Baiano, 68 cultivam o Agave Sisalana (Sisal). Estes abrigam uma população de aproximadamente 1.500.000 (hum milhão e quinhentos mil) pessoas;
  • Promove a desconcentração espacial do PIB, e a preservação do meio ambiente, por se tratar de um recurso renovável;
  • Cerca de 700.000 pessoas participam da cadeia produtiva do Sisal. A região é constituída basicamente de pequenas propriedades ( 72% têm até 10 ha.);
  • A diversificação da produção sisaleira dará subsídios para fortalecer e manter no campoos pequenos produtores rurais da região semiárida.
  • A cultura sisaleira promove a desconcentração espacial do PIB e a preservação do meio ambiente, por se tratar de um recurso renovável;

Fonte: SECTI