Curiosidades

“Aplicação aeroagrícola funciona”, afirma especialista

13/05/2014

“A aviação agrícola possui um papel fundamental no aumento de ganho de produtividade pela sua natureza de rápida e eficaz cobertura. Sem dúvida, a aplicação aeroagrícola funciona e é uma ferramenta valiosa na agricultura quando realizada dentro de critérios técnicos bem definidos e acompanhada por pessoal técnico especializado.” A afirmação é de João Paulo Arantes Rodrigues da Cunha, professor da Universidade Federal de Uberlândia.

Segundo ele, a “aplicação aérea, assim como a aplicação terrestre, apresenta vantagens e desvantagens. Como principal vantagem tem-se a grande capacidade operacional, isto é, a possibilidade de tratamento de grandes áreas em pequeno tempo. Como consequência deste alto rendimento, possibilita também a realização do tratamento no momento mais oportuno para o controle, seja de plantas daninhas, de doenças ou de insetos. Além disso, evita a compactação do solo e as injúrias às culturas, tão frequentes nas aplicações tratorizadas”.

“No entanto, se a operação não for bem executada, dentro dos parâmetros técnicos recomendados, a aplicação aérea pode causar a deriva dos fitossanitários (arrastamento pelo vento) para áreas vizinhas. Além disso, como o volume de pulverização (água + fitossanitários) é reduzido, muitas vezes inferior a 40 litros por hectare, requer estratégias que assegurem a boa deposição e cuidado redobrado com as condições climáticas durante as aplicações”, explica.

Cunha fala sobre um fator bastante controverso com relação à aplicação aérea: o custo. “De forma simplista, o custo da aplicação aérea é superior ao da terrestre. No entanto, se forem computados os custos de amassamento e compactação, esta relação se inverte. Estas generalizações, porém, são bastante perigosas, pois dependem de cada situação. Um fator que influencia bastante é a distância da área a ser aplicada até a pista de decolagem. Quanto maior for esta, mais onerosa será aplicação. Outro fator que limita a aplicação aérea é a presença de muitos obstáculos na área e relevo muito acidentado”.

Outra controvérsia é o ‘mito’ de que o uso do avião agrícola só é viável em grandes áreas. “Se as áreas forem próximas à pista de pouso, a aplicação é viável mesmo em pequenas áreas. Deve ficar claro que tanto a aplicação aérea, como a terrestre, são eficientes e têm seu campo de aplicação”, afirma o especialista.

“As aeronaves agrícolas vêm apresentando melhorias contínuas, de forma a promoverem aplicações mais eficientes e mais seguras do ponto de vista ambiental. A indústria química também tem auxiliado na segurança das aplicações. Produtos químicos (adjuvantes) têm sido desenvolvidos para serem aplicados junto com os fitossanitários, permitindo menor risco de evaporação e perda por deriva. Portanto, a aplicação aérea é uma importante ferramenta que os agricultores podem e devem se utilizar para obter o sucesso tão desejado”, conclui Cunha.

Fonte: Agrolink
Autor: Leonardo Gottems